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	<title>Blog Oficial: famosos, modelos, famosas, VIPs, empresas, etc.Pedro Neschling</title>
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	<description>Blogs oficiais de famosos, modelos, famosas, atletas, atores, atrizes, cantores, cantoras, marcas famosas, políticos, blogs corporativos e BBB. Conteúdo de blog oficial.</description>
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		<title>Novos tempos</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Apr 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ator/Atriz]]></category>
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Quando come&#231;aram a pipocar as primeiras informa&#231;&#245;es sobre &#8220;P&#226;nico 4&#8221; o adolescente que dorme dentro de mim acordou aos berros. &#8220;Eu quero ver na PRIMEIRA SESS&#195;O!&#8221;. Claro que eu n&#227;o dei ou...]]></description>
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<p>Quando come&ccedil;aram a pipocar as primeiras informa&ccedil;&otilde;es sobre &ldquo;P&acirc;nico 4&rdquo; o adolescente que dorme dentro de mim acordou aos berros. &ldquo;Eu quero ver na PRIMEIRA SESS&Atilde;O!&rdquo;. Claro que eu n&atilde;o dei ouvidos. Ao neg&oacute;cio da &ldquo;primeira sess&atilde;o&rdquo;, quero dizer. Corri para ver a sequ&ecirc;ncia <a  href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=97&amp;postId=6076&amp;permalink=true">do filme que mudou minha vida </a>assim que consegui.</p>
<p>Imposs&iacute;vel conter a expectativa quando se trata de &ldquo;P&acirc;nico&rdquo;. Fiquei imaginando de que forma Kevin Willianson e Wes Craven, o roteirista e o diretor da franquia respectivamente, iriam se virar para fazer o filme que reinventou o g&ecirc;nero terror na d&eacute;cada de 90 funcionar bem depois de tudo que ele gerou e inspirou nos &uacute;ltimos 15 anos.</p>
<p align="center"><img src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/panico-4.jpg" alt="" /></p>
<p>Logo de cara eles acertam: enquanto nos primeiros tr&ecirc;s filmes da s&eacute;rie a sequ&ecirc;ncia inicial &eacute; aterrorizante, nesse eles beiram o besteirol de &ldquo;Todo Mundo em P&acirc;nico&rdquo;. &Oacute;timas piadas que deixam claro que sabem que os tempos mudaram e que tentar fazer mais do mesmo seria um fracasso certo.</p>
<p>Mas &ldquo;P&acirc;nico&rdquo; por mais saidinho que seja &eacute; um filme de terror, certo? Sim. Bom, mas no caso, mais ou menos. Quer dizer, talvez eu que tenha crescido. Ver Sidney Prescott como a &ldquo;tia&rdquo; dos adolescentes da hist&oacute;ria foi um sinal. Somos old school, baby.&nbsp; Portanto &eacute; claro que o investimento em tirar gritos e pulinhos da plateia na cadeira existe, mas ele n&atilde;o &eacute; o que mais funciona e chama aten&ccedil;&atilde;o no filme.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&ldquo;P&acirc;nico&rdquo; sempre brincou as regras cl&aacute;ssicas dos filmes de terror. E seu sucesso nessa seara foi t&atilde;o estrondoso que fez com essas regras mudassem! Portanto agora a brincadeira &eacute; outra... Lidar com as novas regras que incluem ir fundo nas tiradinhas metalingu&iacute;sticas, como anunciar o in&iacute;cio do terceiro ato como di&aacute;logo! E com isso assumir que o humor passou a ser t&atilde;o fundamental nesse tipo de filme quanto tripas e sangue voando.</p>
<p>O resultado final n&atilde;o vai deixar nenhum f&atilde; chateado. Pelo contr&aacute;rio, sa&iacute; do cinema bastante satisfeito com que vi.&nbsp; O filme &eacute; esperto, atual. N&atilde;o um pastiche anacr&ocirc;nico de algo que funcionou h&aacute; mais de uma d&eacute;cada. &ldquo;P&acirc;nico 4&rdquo; &eacute; um retrato de uma gera&ccedil;&atilde;o ainda mais canibal que a minha. Faz de Billy Loomis um tioz&atilde;o. Mas em meio a muito mais risadas que sustos, o medo maior que &ldquo;P&acirc;nico 4&rdquo; gera &eacute; quando a hist&oacute;ria termina. Pensar que aquilo tudo hoje em dia... faz sentido.</p>
<p>++++</p>
<p>Fogos de artif&iacute;cio, por favor! Est&aacute; sorrateiramente na rede &ldquo;<a href="http://cadernosdoticino.wordpress.com/" >cadernosdoticino</a>&rdquo;, o rec&eacute;m inaugurado blog da escritora Patr&iacute;cia Melo, autora j&aacute; mais que comentada nesse blog e&nbsp; respons&aacute;vel por uma das mais interessantes bibliografias contempor&acirc;neas. Sem muito alarde ela chega com esse cantinho virtual que se tornar&aacute; leitura obrigat&oacute;ria pra quem gosta de literatura. Seu primeiro texto, &ldquo;<a href="http://cadernosdoticino.wordpress.com/2011/04/25/livros-e-e-books/" >Livros e e-books</a>&rdquo; j&aacute; me fez pensar uma tarde inteira. Tenho certeza que minha meia-d&uacute;zia de 13 leitores n&atilde;o vai perder tempo e passar l&aacute; tamb&eacute;m!</p>
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		<title>Faz tanto tempo&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Apr 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ator/Atriz]]></category>
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<p>Deve ter leitor novo a&iacute; que nem vai entender muito bem do que eu estou falando (a se&ccedil;&atilde;o de busca est&aacute; a&iacute; pra isso!), vai ter amiguinho antigo feliz pra burro... Depois de mais um longo hiato temporal, a s&eacute;rie &ldquo;Musicando&rdquo; est&aacute; de volta ao blog!</p>
<p>E a m&uacute;sica inspira&ccedil;&atilde;o de hoje &eacute; a can&ccedil;&atilde;o que me fez ter a ideia dessa s&eacute;rie e que mesmo assim, injustamente, nunca tinha feito parte dela. &ldquo;Antes que seja tarde&rdquo;, do Pato Fu. Vamos l&aacute;...</p>
<p>++++</p>
<p><strong>S&eacute;rie &quot;Musicando&quot;, n&uacute;mero 9</strong></p>
<p><font size="3"></font></p>
<p><font size="3"><font size="3"><strong>Retic&ecirc;ncias</strong></font></font></p>
<p><em>Inspirado na can&ccedil;&atilde;o <a  href="http://letras.terra.com.br/pato-fu/47982/">&quot;Antes que seja tarde&quot; </a>de Tarc&iacute;sio Moura, John Ulhoa e Fernanda Takai.</em><font size="3"></font></p>
<p>Sentou na poltrona azul como fazia sempre. Estava sem camisa e deu uma cafungada nas duas axilas. Se perguntou, mais uma vez, por que um lado sempre ficava mais malcheiroso que o outro. Sempre o mesmo lado. Coisa de horm&ocirc;nio, deve ser, pensou. Olhou o horizonte pela grande janela que ficava a sua frente e tudo parecia igual, ordin&aacute;rio, apesar daquela vista jamais poder ser considerada ordin&aacute;ria. Uma bela paisagem. C&eacute;u azul limpo, nenhuma nuvem. Alguns pr&eacute;dios altos se misturando com o verde das &aacute;rvores at&eacute; chegar ao mar, t&atilde;o perto e longe ao mesmo tempo.&nbsp; Montanhas recortando o infinito.</p>
<p>Gaivotas voavam em c&iacute;rculos e ele observava seu trajeto hipnotizado. Pensou em quantas vezes havia feito aquilo. Sentar-se naquela poltrona azul em frente a janela e observar o horizonte ordinariamente extraordin&aacute;rio.&nbsp; Suspirou profundamente. Profundidade era algo que reinava ultimamente. Uma profundidade interior t&atilde;o grande que n&atilde;o sabia onde ia parar. Seus olhos pesavam apesar das muitas horas dormidas. Dormia muito. E nunca o suficiente.</p>
<p>Sentia muitos desejos. De muita coisa. Tinha muitos planos. E muitos projetos. E pouco tempo apesar de ter todo o tempo para si. O pouco e o muito se revezavam por dentro com uma velocidade inexplic&aacute;vel e inconstante. Ent&atilde;o a in&eacute;rcia naquela poltrona era anestesiante. Como o sono. Como um soro. Uma necessidade f&iacute;sica de dopar a mente. Que se recusava a cooperar. Um desejo de parar o tempo que n&atilde;o parava de se apressar.</p>
<p>Quando dormia os sonhos n&atilde;o eram mais com divertidas viagens, com&nbsp; os personagens coloridos do &ldquo;Rei Le&atilde;o&rdquo;. Andavam reais e cansativos. Como uma vida al&eacute;m da vida onde as preocupa&ccedil;&otilde;es do dia-a-dia se misturavam com mais preocupa&ccedil;&otilde;es e nenhuma resolu&ccedil;&atilde;o. Diversas vezes acordava assustado e suando. Ou chorando. Onde fora parar o Pumba?</p>
<p>Suspirava profundamente. Profundamente. O futuro n&atilde;o parecia mais futuro. Sentia o futuro ali. O futuro era o presente. E o presente n&atilde;o era o futuro que sonhara no passado. E isso por si s&oacute; j&aacute; o fazia sentir uma saudade danada do passado.</p>
<p>Ent&atilde;o sorriu. Enquanto constatava que um lado seu que tanto gostava em si n&atilde;o existia mais e n&atilde;o voltaria jamais, tinha certeza que tudo ia passar. Que nada ia passar. E que precisava continuar.</p>
<p>Foi tomar banho. Precisava lavar as axilas.</p>
<p>++++</p>
<p>Pato Fu e &quot;Antes que seja tarde&quot;</p>
<p><font size="3"> </font></p>
<div align="center"><font size="3"><iframe width="480" height="390" frameborder="0" allowfullscreen="" src="http://www.youtube.com/embed/ZwU8gqh8T08" title="YouTube video player"></iframe></font></div>
<p><font size="3">			</font></p>
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		<title>Por que, Portman, por que?</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Apr 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>Eu devo come&ccedil;ar os trabalhos hoje com um <em>update</em> sobre o &uacute;ltimo post: vejam voc&ecirc;s, que algumas horas depois que incorporei aqui no blog um v&iacute;deo do Youtube que mostrava como o rosto de Natalie Portman foi colado no corpo de sua dubl&ecirc; em quase todas as cenas de dan&ccedil;a de &ldquo;Cisne Negro&rdquo;, o tal v&iacute;deo foi retirado de l&aacute;.</p>
<p>N&atilde;o, minha querida meia-d&uacute;zia de 13 leitores, eu n&atilde;o estou pirado com mania de grandeza achando que foi porque eu coloquei o tal v&iacute;deo aqui que fizeram isso, fiquem tranquilos, minha medica&ccedil;&atilde;o ainda est&aacute; fazendo efeito direitinho. Acontece que justamente quando o mundo inteiro come&ccedil;ou a dar voz a den&uacute;ncia da dubl&ecirc; de Portman, as provas mais concretas de que o que a bailarina est&aacute; falando &eacute; verdade come&ccedil;am a evaporar. Coisa feia.</p>
<p>A&iacute; no meio disso tudo resolvi assistir ao outro filme lan&ccedil;ado recentemente pela ganhadora do Oscar de melhor atriz.&nbsp; E ao contr&aacute;rio do que se poderia esperar de uma atriz vivendo seu &aacute;pice de prest&iacute;gio e fama, n&atilde;o se trata de uma produ&ccedil;&atilde;o alternativa e desafiante, mas uma com&eacute;dia rom&acirc;ntica totalmente comercial onde ela forma casal com o marido da Demi Moore, tamb&eacute;m conhecido como @aplusk, ou, ainda, Ashton Kutcher. &ldquo;Sexo Sem Compromisso&rdquo; (No Strings Atached) &eacute; o nome do filme. Achei a escala&ccedil;&atilde;o dos protagonistas um tanto bizarra. Ashton nunca acertou nada at&eacute; hoje no cinema. Por que diabos Portman resolveu fazer o tal filme com ele, justamente agora? Seria o roteiro brilhante?</p>
<p align="center"><img width="500" height="375" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/sexosem.jpg" alt="" /></p>
<p>Com&eacute;dias rom&acirc;nticas t&ecirc;m, em geral, um roteiro bem padronizado. Mas de tempos em tempos vem um filme que modifica o lugar comum. Ultimamente, &ldquo;500 dias com ela&rdquo; foi o que veio para dar uma chacoalhada, e que chacoalhada, na mesmice. Fica evidente nesse &ldquo;Sexo Sem Compromisso&rdquo; uma tentativa de embarcar na onda do sensacional filme de Marc Webb. E, vou dizer, o roteiro tem at&eacute; m&eacute;ritos, apesar de passar milhas distante da refer&ecirc;ncia.&nbsp; Mas o filme derrapa na curva na forma com que &eacute; capitaneado: Ivan Reitman erra a m&atilde;o do in&iacute;cio ao fim na dire&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Ele que na d&eacute;cada de 80 dirigiu o cl&aacute;ssico&nbsp; &ldquo;Ghostbusters&rdquo;, al&eacute;m de &ldquo;G&ecirc;meos&rdquo; e ainda acertou nos anos 90 &ldquo;Um Tira no Jardim de Inf&acirc;ncia&rdquo; e &ldquo;J&uacute;nior&rdquo;, todos filmes divertidos numa onda sem pretens&atilde;o, parece ter perdido totalmente o jeito pra coisa nos &uacute;ltimos 15 anos. S&oacute; bomba. Dessa vez ele desperdi&ccedil;a as boa situa&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o propostas pelo roteiro e conduz muito mal seu elenco.</p>
<p>Portman, evidentemente mal dirigida, enfraquece sua mocinha ficando chorosa demais em momentos totalmente equivocados. Por mais absurdo que possa parecer, Kutcher se sai bem melhor que ela vivendo um tipo distante de seu estere&oacute;tipo. Mas tamb&eacute;m acaba tendo seu trabalho prejudicado pelo figurino e ambienta&ccedil;&atilde;o errados.</p>
<p>Em suma, todas a boas inten&ccedil;&otilde;es que poderiam fazer de &ldquo;Sexo Sem Compromisso&rdquo; uma agrad&aacute;vel divers&atilde;o para uma tarde chuvosa de domingo ou uma noite de semana depois do trabalho s&atilde;o desperdi&ccedil;adas deixando o filme simplesmente chatinho. Nada que incomode a degusta&ccedil;&atilde;o de pipoca na cadeira, mas &eacute; incapaz de gerar qualquer vontade de rever no Telecine quando passar daqui a um tempo. E isso para uma com&eacute;dia rom&acirc;ntica &eacute; fatal! Portman super poderia ter passado sem essa. Sua filmografia agradeceria.</p>
<p>++++</p>
<p>Ali&aacute;s, por falar em Telecine, foi l&aacute; que outro dia acabei assistindo meio que sem querer a &ldquo;Simplesmente Complicado&rdquo; (It&rsquo;s Complicated), outra com&eacute;dia rom&acirc;ntica &aacute;gua com a&ccedil;&uacute;car que tinha perdido quando esteve em cartaz. E achei o filme bem simp&aacute;tico.</p>
<p>Fica dif&iacute;cil o cara ficar no mato sem cachorro com Maryl Streep puxando o bonde acompanhada de Steve Martin e Alec Baldwin no seu melhor. N&atilde;o vou gastar nem uma linha pra dizer de novo que a diva Streep &eacute; boa-pacacete-meu-Senhor-como-pode-algu&eacute;m-ser-t&atilde;o-foda-fazendo-qualquer-coisa-assim. Seria desnecess&aacute;rio. Ela &eacute; maravilhosa sempre.</p>
<p align="center"><img width="500" height="259" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/simplesmente.jpg" alt="" /></p>
<p>Mas vale dizer que Steve Martin, conhecido por suas atua&ccedil;&otilde;es em com&eacute;dias histri&ocirc;nicas, vira um senhor ator quando atua numa linha mais contida. O que mais gostei dele at&eacute; hoje foi &ldquo;Garota da Vitrine&rdquo; (Shopgirl), que ele escreveu o roteiro e protagonizou ao lado de Claire Danes. Super recomendo. Um filme legal de verdade. E tamb&eacute;m que Baldwin fazendo um coro&atilde;o boa pinta e galanteador de padaria funciona a be&ccedil;a. Um excelente arsenal de motivos para boas risadas.</p>
<p>++++</p>
<p>Portanto se voc&ecirc; estiver na d&uacute;vida entre ir ao cinema pra ver Portman brincando de Julia Roberts ou ficar em casa e assistir aquele filme que come&ccedil;a daqui a pouco, bom, agora voc&ecirc; j&aacute; sabe minha opini&atilde;o.&nbsp;</p>
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		<title>Diferenças douradas</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Uma reflex&#227;o sobre dois ganhadores do Oscar um pouco atrasado
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<p><em>Uma reflex&atilde;o sobre dois ganhadores do Oscar um pouco atrasado</em></p>
<p>Os vencedores do careca dourado, aka Oscar, de melhores atores esse ano foram duas tremendas barbadas. Ningu&eacute;m duvidou por um s&oacute; instante que quem levaria as cobi&ccedil;adas estatuetas para casa seriam Natalie Portman e Colin Firth por seus trabalhos em &ldquo;Cisne Negro&rdquo; e &ldquo;O Discurso do Rei&rdquo;, respectivamente. Mas refletindo sobre suas atua&ccedil;&otilde;es acho que uma n&atilde;o se compara ao poder da outra.</p>
<p>A campanha por Portman foi agressiva. A verdade anunciada insistentemente por seu est&uacute;dio se pudesse ser resumida numa frase &eacute; que &ldquo;o pr&ecirc;mio j&aacute; era dela, n&atilde;o havia qualquer possibilidade de contesta&ccedil;&atilde;o, que s&oacute; faltava ela ir l&aacute; receber e levar pra casa&rdquo;. Pensei nisso alguns dias antes da festa. Ningu&eacute;m queria nem saber o que as outras concorrentes haviam feito. O pr&ecirc;mio era de Portman e ponto final.</p>
<p>Quando vi &ldquo;Cisne Negro&rdquo; comentei aqui que o filme n&atilde;o me pegou. Especialmente por culpa da dire&ccedil;&atilde;o do Aronofsky, mas que Natalie &ldquo;brilhava no parque de divers&otilde;es para uma excelente atriz que lhe foi dado&rdquo;. Portman &eacute; uma excelente atriz e realmente seu papel &eacute; tudo que uma atriz poderia querer para ambicionar um Oscar. Mas juro que com todos os m&eacute;ritos que ela tem, n&atilde;o vi motivo para tanta &ldquo;certeza&rdquo; em sua vit&oacute;ria como era apregoado aos quatro ventos. Sua entrega e verdade emocionais s&atilde;o incr&iacute;veis, coisa de gente grande, mas nada que eu n&atilde;o conseguisse imaginar pelo menos outras tr&ecirc;s atrizes fazendo t&atilde;o bem quanto.</p>
<p align="center"><img width="500" height="268" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/natalie.jpg" alt="" /></p>
<p>Depois, sentado no cantinho da consci&ecirc;ncia, me peguei brigando comigo mesmo ao lembrar das cenas de dan&ccedil;a. Impressionante o que a mo&ccedil;a fez! Que idiota eu de achar que aquilo n&atilde;o era digno do t&atilde;o importante pr&ecirc;mio. Um tremendo bestalh&atilde;o eu.</p>
<p>R&aacute;. Algum tempo depois da cerim&ocirc;nia de premia&ccedil;&atilde;o come&ccedil;am a pipocar not&iacute;cias aqui e acol&aacute; de que Portman n&atilde;o dan&ccedil;ou nada. Foi tudo feito por uma ex&iacute;mia bailarina profissional, das maiores do mundo, e depois o rosto foi apagado e substitu&iacute;do pelo de Natalie. Que o est&uacute;dio ordenou que a mo&ccedil;a se calasse e Portman jamais em nenhum momento se referiu a ela em nenhuma entrevista ou agradecimento. Seria tal vileza verdade?</p>
<p>Aham, minha cara meia-d&uacute;zia de 11 leitores. Vejam o v&iacute;deo abaixo que prova que sim.</p>
<p align="center">&nbsp;<iframe width="425" height="349" frameborder="0" title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/QdYFciRkmiE" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p>Ent&atilde;o volto ao ponto que comecei: acho que Portman &eacute; uma excelente atriz e seu trabalho merece todos os elogios. Mas n&atilde;o o considero t&atilde;o definitivo e arrebatador quanto ficou combinado.</p>
<p>J&aacute; Colin Firth... A atua&ccedil;&atilde;o do colega de premia&ccedil;&atilde;o da cisne computadorizadamente dan&ccedil;ante &eacute; na minha opini&atilde;o a s&iacute;ntese da perfei&ccedil;&atilde;o, se &eacute; que isso existe. Ali&aacute;s, a dele e de seu colega Geoffrey Rush, esse &uacute;ltimo indicado a coadjuvante e que n&atilde;o levou. Firth d&aacute; vida a dificuldade do Duque de Iorque de falar com tal verdade que em momento nenhum se v&ecirc; a estrondosa t&eacute;cnica necess&aacute;ria para isso. S&atilde;o dois mestres destilando talento a cada fotograma, em cada olhar, respira&ccedil;&atilde;o, palavra dita (ou n&atilde;o!), em suma, um deleite. O que esses caras fazem em cena &eacute; de um refinamento acima de qualquer coment&aacute;rio. Obra de mestres.</p>
<p align="center"><img width="500" height="375" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/firth.jpg" alt="" /></p>
<p>Enfim, arte n&atilde;o &eacute; competi&ccedil;&atilde;o e os dois ganhadores do mais importante pr&ecirc;mio da ind&uacute;stria cinematogr&aacute;fica esse ano s&atilde;o dois grandes merecedores. Mas as sutilizas por tr&aacute;s da carpintaria de seus trabalhos, para mim, s&atilde;o colossalmente dispares e louv&aacute;veis de maneira distinta.</p>
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		<title>O barulho da evolução</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Mar 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>Eu ainda me assusto com as brutais e acelerad&iacute;ssimas mudan&ccedil;as do nosso tempo. Antes de come&ccedil;ar a escrever o texto de hoje resolvi fazer uma pequena pesquisa para recolher informa&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e n&atilde;o falar muita besteira, e &ndash; surpresa! &ndash; nem o Google conseguiu me ajudar sobre uma quest&atilde;o tecnol&oacute;gica referente aos anos 90. Coisa de louco.</p>
<p>Eu ia falar sobre o filme &ldquo;O Sil&ecirc;ncio dos Inocentes&rdquo;. Ahn, Pedro? Surtou? O que &ldquo;O Sil&ecirc;ncio dos Inocentes&rdquo; tem a ver com tecnologia nos anos 90?, voc&ecirc; se pergunta a&iacute;, com toda raz&atilde;o. Nada, me apresso em responder. Mas pra mim tem.</p>
<p>Essa obra-prima dirigida por Jonathan Demme, que ali&aacute;s nunca mais acertou nada nem parecido depois desse filme, foi feita em 1991 e ganhou as cinco principais categorias do Oscar no ano seguinte. Foi o terceiro filme a conseguir o feito, algo que n&atilde;o acontecia desde 1975 com &ldquo;Um Estranho no Ninho&rdquo; e n&atilde;o voltou a acontecer desde ent&atilde;o. (O outro filme da lista de super-ganhadores &eacute; &ldquo;Aconteceu Naquela Noite&rdquo; do paleoz&oacute;ico ano de 1934...)</p>
<p>Eu tinha 9 anos. Claro que minha m&atilde;e n&atilde;o me levou para assistir Hannibal Lecter no cinema. Filmes com serial-killers canibais n&atilde;o eram exatamente o tipo de educa&ccedil;&atilde;o que ele me dava. Mas alguns anos adiante quando o computador come&ccedil;ava a deixar de ter tela preta com letrinhas verdes, surgiram os CD-Roms. Se voc&ecirc; &eacute; novo o suficiente para n&atilde;o ter ideia de que bugiganga &eacute; essa que eu estou falando n&atilde;o se anime de achar que vou me humilhar aqui te explicando. Vai l&aacute; na Wikip&eacute;dia e l&ecirc;.&nbsp;</p>
<p>Pois bem... CD-Roms eram uma revolu&ccedil;&atilde;o. Em casa eu ainda fazia os trabalhos da escola pesquisando na enciclop&eacute;dia Delta-Larousse de capa dura, e quando chegou aquela vers&atilde;o gringa da Grolier que rodava no computador... Nossa! Era dif&iacute;cil de acreditar que o ser humano fora capaz de fabricar aquilo. Tinha at&eacute; pequenos v&iacute;deos ilustrando os assuntos, coisa boba, nada al&eacute;m de 8, 9 segundos, mas, numa &eacute;poca em que Youtube era algo nostradamico e que visor colorido pra PC era muito encantador, foi meu primeiro contato com uma s&eacute;rie de imagens, como por exemplo a queda do zepelim em Hinderburg em 1937...</p>
<p align="center">&nbsp;<iframe width="425" height="349" frameborder="0" allowfullscreen="" src="http://www.youtube.com/embed/TGCTsqGWoUk" title="YouTube video player"></iframe></p>
<p>Atra&iacute;do por cinema desde embri&atilde;ozinho, minha se&ccedil;&atilde;o favorita nessa enciclop&eacute;dia digital era a dos ganhadores do Oscar e... tcha nam... &ldquo;O Sil&ecirc;ncio dos Inocentes&rdquo; tinha uma p&aacute;gina muito louca louvando&nbsp; seu sucesso e com o trechinho da cena em que Hannibal conta a Scarlet que comeu o f&iacute;gado de algu&eacute;m tomando um belo vinho. O trecho da lend&aacute;ria mexidinha na l&iacute;ngua atrav&eacute;s do vidro da pris&atilde;o que arrepiava a Jodie Foster e quem mais assistisse aquilo. Depois de rever o pequeno v&iacute;deo pelo menos 20 vezes seguidas, eu ficava horas na frente do espelho tentando imitar Anthony Hopkins. (N&atilde;o, eu n&atilde;o queria ser um canibal e comer o f&iacute;gado de ningu&eacute;m, s&oacute; achava aquilo que ele fazia bem incr&iacute;vel).</p>
<p align="center">&nbsp;<iframe width="425" height="349" frameborder="0" title="YouTube video player" src="http://www.youtube.com/embed/BjGpcEA-FyE" allowfullscreen=""></iframe></p>
<p>Dessa forma &ldquo;O Sil&ecirc;ncio dos Inocentes&rdquo; entrou na minha vida de forma definitiva antes que eu tivesse idade suficiente para ir at&eacute; uma locadora e alugar a fita VHS para assistir esse que &eacute; um dos filmes de suspense mais sensacionais que j&aacute; foram produzidos. E assim que o fiz, Hannibal virou um esp&eacute;cie de &iacute;dolo pra mim. Meu Capit&atilde;o Nascimento. Eu nem tinha medo dele. Medo mesmo eu tinha do &ldquo;Buffalo Bill&rdquo; com seu jeit&atilde;o andr&oacute;gino esquisito tirando a pele das pessoas.</p>
<p>Agora prestes a terminar esse texto dizendo que definitivamente &ldquo;O Sil&ecirc;ncio dos Inocentes&rdquo; &eacute; um filme que todo mundo tem que assistir antes de morrer, me peguei aqui pensando quanto tempo vai demorar para me lembrar dos acontecimentos tecnol&oacute;gicos de hoje como algo t&atilde;o long&iacute;nquo e ultrapassado quanto meu CD-Rom da Grolier da d&eacute;cada de 90. Coisa louca. Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o.</p>
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		<title>Pequeno detalhe</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ator/Atriz]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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Eu era bem pequeno, n&#227;o me lembro exatamente a idade, mas n&#227;o passava de seis anos, havia acabado de ser alfabetizado. Pode ser que essa hist&#243;ria que vou contar tenha acontecido na minha festa de conclus&#227;o do C.A., a clas...]]></description>
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<p align="center"><img width="400" height="305" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/Lins.png" /></p>
<p>Eu era bem pequeno, n&atilde;o me lembro exatamente a idade, mas n&atilde;o passava de seis anos, havia acabado de ser alfabetizado. Pode ser que essa hist&oacute;ria que vou contar tenha acontecido na minha festa de conclus&atilde;o do C.A., a classe de alfabetiza&ccedil;&atilde;o. Quando foi exatamente n&atilde;o importa.</p>
<p>Minha m&atilde;e trabalhava muito gravando novelas, vira e mexe ficava um bom tempo fora de casa, em outra cidade. E meu pai morava fora do Brasil. Nessas fases, meus av&oacute;s maternos, Maur&iacute;lio e Maria, largavam sua vidinha pacata l&aacute; em Santo Andr&eacute;, cidade em que moraram a vida inteira, onde minha m&atilde;e nasceu e cresceu, e vinham pro Rio de Janeiro ficar l&aacute; em casa e cuidar do pequeno Pedrinho.&nbsp;</p>
<p>Era uma del&iacute;cia. Av&oacute;s s&atilde;o pais sem a chatice de ter que educar, ent&atilde;o eles ficam s&oacute; com a parte boa. Meu av&ocirc; era um homem cheio de g&aacute;s e forte para sua pequena estatura, n&atilde;o media mais que 1,70m. Acordava todos os dias as seis da manh&atilde; sem precisar que qualquer despertador tocasse. Adorava animais, especialmente cachorros, e cuidar da manuten&ccedil;&atilde;o da casa. Na &eacute;poca de escola, era sempre ele que me acordava para me arrumar.</p>
<p>V&oacute; Maria era a melhor cozinheira que j&aacute; enfrentou um fog&atilde;o. Fazia qualquer coisa e fazia tudo muito bem! Acordava um pouco depois que meu av&ocirc;, mas nunca depois das sete e meia. Cuidava das minhas refei&ccedil;&otilde;es, servia meu prato e,&nbsp; como todas av&oacute;s, se fazia de surda na hora que eu dizia que j&aacute; estava bom a quantidade de comida. Sempre punha uma colher de arroz e uma concha de feij&atilde;o a mais pra mim e pro meu av&ocirc;, que sempre soltava um muxoxo com a colherada extra. V&oacute; Maria me servia frutas depois das refei&ccedil;&otilde;es...</p>
<p>Eu sempre gostei de doces. V&oacute; Maria fazia um p&eacute; de moleque meio pa&ccedil;oca que era de comer chorando! Quando eu a via torrando e moendo amendoim, corria gritando de felicidade pela casa. Acompanhava todo o processo e ainda ajudava ela a cortar os quadradinhos no final. V&ocirc; Maur&iacute;lio sabia que meu fraco eram as balas e sempre me trazia um saco de Sete Belo ou Frumello escondido quando ia fazer compras no super-mercado. Eu devorava todas as balinhas depois do jantar.</p>
<p>Assist&iacute;amos juntos todas as novelas do SBT, e aos domingos &ldquo;Topa Tudo Por Dinheiro&rdquo; era programa obrigat&oacute;rio. Claro, depois de acompanhar o sorteio da Tele-Sena, que meu av&ocirc; comprava uma para ele, uma para minha av&oacute;, e uma para mim.</p>
<p>Mas como eu ia dizendo quando comecei o texto, eu era bem pequeno. O col&eacute;gio estava preparando uma festa com a presen&ccedil;a dos pais, n&atilde;o me lembro exatamente o motivo. Mas o fato &eacute; que minha m&atilde;e n&atilde;o ia poder estar presente e assim meus av&oacute;s &eacute; que iriam como meus respons&aacute;veis.</p>
<p>Nos dias anteriores, na aula de arte, a professora nos instruiu a fazer desenhos que seriam usados como enfeite nas mesas dos nossos pais/respons&aacute;veis. E, ent&atilde;o, eu&nbsp; tinha que fazer dois. Num deles desenhei uma casa com um lindo dia sol, e no outro fiz um cora&ccedil;&atilde;o e escrevi, &ldquo;Te amo vov&ocirc;!&rdquo;. Havia acabado de me alfabetizar, ainda escrevia ex&eacute;rcito ao inv&eacute;s de exerc&iacute;cio na agenda porque achava que ficava mais bonitinho assim. Portanto n&atilde;o fazia ideia de quem estava falando quando escrevia av&ocirc; ou av&oacute;. E, orgulhoso e metidinho desde guri, me recusava a perguntar pra professora. Mas tinha certeza que estava escrevendo que amava minha V&oacute; Maria, eu era menino, ora bolas, n&atilde;o ia sair dizendo &ldquo;te amo&rdquo; na frente de todo mundo pro meu av&ocirc;!</p>
<p>E ent&atilde;o chegou o dia da tal festa. No grande gin&aacute;sio do col&eacute;gio os alunos ficaram junto com seus colegas na arquibancada e os pais, av&oacute;s e respons&aacute;veis espalhados pela quadra. Fizeram todas as solenidades e no final, quando fui encontrar meus av&oacute;s, V&oacute; Maria estava com o desenho da casinha e meu av&ocirc; com o desenho do cora&ccedil;&atilde;o. Quase morri de vergonha quando percebi meu engano.</p>
<p>&ldquo;Adoramos os desenhos!&rdquo;, disse minha V&oacute;. Foi ent&atilde;o que meu av&ocirc; segurando o desenho do cora&ccedil;&atilde;o contra o peito, me deu um forte abra&ccedil;o e me disse... &ldquo;Tamb&eacute;m te amo&rdquo;. Quando ele me soltou vi que seus olhos estavam cheios de l&aacute;grimas. Ele ficou realmente emocionado.</p>
<p>Sem querer declarei meu amor mais genu&iacute;no, coisa de crian&ccedil;a mesmo, e provoquei em meu av&ocirc; uma rea&ccedil;&atilde;o que jamais esperava, que vai me acompanhar para sempre.&nbsp; Nunca contei para ningu&eacute;m aquele meu engano gramatical. Afinal, o que &eacute; um acento quando o sentimento &eacute; verdadeiro? Amava, e amo, meu av&ocirc; e minha av&oacute;. Pena que agora j&aacute; n&atilde;o os tenha mais ao meu lado para dizer-lhes isso todos os dias.</p>
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		<title>Os eleitos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Feb 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>Outro dia estava lendo num grande jornal (mais) uma mat&eacute;ria sobre (mais) um expoente da nova gera&ccedil;&atilde;o... que n&atilde;o fez nada. Como assim, Pedro? Como um expoente n&atilde;o fez nada?&nbsp; Exatamente isso. Alguns anos na estrada e o cara n&atilde;o produziu nada. Mas, muito bem relacionado,&nbsp; fulano aqui falou que ele &eacute; incr&iacute;vel, sicrano l&aacute; que seu potencial &eacute; assustador, beltrano que ele &eacute; um g&ecirc;nio encubado e, pronto, ficou combinado: o cara &eacute; O cara.</p>
<p>Terminei de ler a tal mat&eacute;ria bem incomodado com algo que me parece uma tend&ecirc;ncia hoje em dia: o incensamento sobre o nada. S&atilde;o v&aacute;rios os exemplos de grandes cineastas que n&atilde;o filmam, super escritores que n&atilde;o t&ecirc;m livros, m&uacute;sicos revolucion&aacute;rios que n&atilde;o gravam nada... E enquanto isso um monte de gente s&eacute;ria que bota o bloco na rua, d&aacute; a cara a tapa, se vira nos 30 pra produzir arte nas mais adversas condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o &eacute; levada muito a s&eacute;rio.</p>
<p>&ldquo;Ele est&aacute; sempre fazendo a mesma coisa&rdquo;, ao inv&eacute;s de se pensar se o cara est&aacute; tentando evoluir numa linguagem pr&oacute;pria. &ldquo;N&atilde;o mant&eacute;m uma regularidade entre um trabalho e outro&rdquo;, sem pensar que toda busca art&iacute;stica envolve o risco do erro. &ldquo;N&atilde;o gosto do trabalho dele&rdquo;, tudo bem, mas pelo menos o cara tem um trabalho!</p>
<p>Conhe&ccedil;o um monte de &ldquo;novos g&ecirc;nios&rdquo; que vivem de criticar o trabalho dos outros, teorizar em cima de clich&ecirc;s, botar banca de alternativos, usar roupas esquisitas (e n&atilde;o menos clich&ecirc;s), discursar frases feitas e na hora de fazer... Bom, melhor deixar para daqui a pouco. Ano que vem, quem sabe. Afinal de contas, n&atilde;o h&aacute; porque ter pressa, n&atilde;o &eacute; mesmo? Fingir ser &eacute; mais f&aacute;cil do que se arriscar na estrada.</p>
<p align="center"><img width="436" height="350" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/moda-cachorro-bangkok-02.jpg" /></p>
<p>Me desculpem, mas pra mim n&atilde;o cola. Prefiro a coragem de quem busca desafios, luta pelo que acredita, enfrenta as dificuldades, encara suas limita&ccedil;&otilde;es e faz! Porque por mais que hoje em dia isso pare&ccedil;a meio desnecess&aacute;rio, sim, eu acredito, fazer &eacute; fundamental. Mas... Uma mentira repetida insistentemente vira verdade. Com a mesma l&oacute;gica, certas figuras s&atilde;o eleitas a esmo e voil&agrave;... Viram as &ldquo;referencias&rdquo;. E quase ningu&eacute;m ousa questionar, afinal &eacute; mais indicado compartilhar dessa intelligentsia, demonstra cultura.</p>
<p>Est&aacute; na hora de acabar com isso. Temos que louvar quem trabalha. Valorizar o talento de quem tem obra pra mostrar. Coragem de sair da toca. Esse mundo de gente super-cool-super-hype-super-whatever j&aacute; deu no saco. &Eacute; muito f&aacute;cil fazer pose quando n&atilde;o se tem contas pra pagar. Chega dessa patacoada. Elejamos menos g&ecirc;nios e d&ecirc;mos mais cr&eacute;dito a quem cr&eacute;dito conquiste por merecimento.</p>
<p>N&atilde;o se trata de gosto. Gostar ou n&atilde;o do trabalho de um artista &eacute; um direito de cada um. Eu mesmo n&atilde;o gosto da obra de diversos expoentes de diversas gera&ccedil;&otilde;es, inclusive da minha. Mas os respeito pelo que fizeram e entendo sua import&acirc;ncia. E &eacute; isso que vale. Referencia &eacute; quem faz. Expoente &eacute; quem se exp&otilde;e. O resto &eacute; mera fanfarronice&nbsp; de gente que cada vez mais simboliza um mundo que preza mais a forma do que o conte&uacute;do. Que pena.</p>
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		<title>Hexa agora? Ah, vai&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Feb 2011 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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O in&#237;cio dos campeonatos estaduais nada mais &#233; do que uma pr&#233;-temporada de luxo para os times grandes. Aqui no Rio com a hiper inflacionada quantidade de times na disputa, 16, s&#243; n&#227;o se classifica para as semi-finais...]]></description>
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<p>O in&iacute;cio dos campeonatos estaduais nada mais &eacute; do que uma pr&eacute;-temporada de luxo para os times grandes. Aqui no Rio com a hiper inflacionada quantidade de times na disputa, 16, s&oacute; n&atilde;o se classifica para as semi-finais de cada turno o time grande que resolver vacilar muito, como o Vasco insiste em fazer. Nada de novo. Ent&atilde;o eles sempre acabam abrindo uma vaga que dessa vez o Boavista n&atilde;o hesitou em ocupar e... Bom, a&iacute; o Fluminense fez mais uma das suas e foi eliminado pela equipe de Saquerema, que, ao contr&aacute;rio do que andam dizendo por a&iacute;, n&atilde;o tem o Serguei como presidente. Coisa feia.<br />
<br />
Por isso o primeiro jogo que importava no ano era esse Flamengo e Botafogo. Quem ganhasse iria a final enfrentar o temido verd&atilde;o da regi&atilde;o dos lagos. Mentira. O primeiro jogo do ano que importava no ano foi Flamengo x Murici. Primeira partida da Copa do Brasil, torneio que classifica para a Libertadores do ano que vem, e que fatalmente terminaremos campe&otilde;es. Mas devido &agrave; elevad&iacute;ssima dificuldade que &eacute; derrotar o gigantesco campe&atilde;o alagoano n&atilde;o pude deixar de transferir o t&iacute;tulo de primeira partida importante do ano para o j&aacute; rotineiro cl&aacute;ssico decisivo contra o Botafogo.<br />
<br />
Estava um bocado preocupado. Apesar dos 100% de aproveitamento ostentado pela equipe do professor Luxemburgo, at&eacute; aqui n&atilde;o havia acontecido nem ao menos uma partida onde pud&eacute;ssemos dizer com convic&ccedil;&atilde;o que o Flamengo tinha jogado bem. E acho isso at&eacute; normal. Com a chegada de importantes jogadores contratados, al&eacute;m de excelentes promessas da base sendo incorporadas ao elenco profissional, ainda vai demorar um bocado at&eacute; que essa equipe tenha condi&ccedil;&otilde;es de render todo seu potencial. <br />
<br />
Acontece que a esquadra advers&aacute;ria tem como chefe o familiar Papai Joel. Esse velho conhecido nosso e que deve sempre ser respeitado, especialmente numa decis&atilde;o de Campeonato Carioca. Temi que sua estrela brilhasse novamente e acab&aacute;ssemos tendo um desagrad&aacute;vel primeiro rev&eacute;s no ano...<br />
<br />
Mas nada. Deu a l&oacute;gica. A equipe Gigante Rubro-Negra &eacute; melhor que a do nosso vice-contempor&acirc;neo. Fizeram uma partida longe de ser brilhante, mas bem jogada, com garra. Se algu&eacute;m merecia sair vencedor no tempo normal, esse algu&eacute;m foi o Flamengo. Mas pra gente se n&atilde;o tiver emo&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem gra&ccedil;a. Por isso fomos para os p&ecirc;naltis com os caras de novo...</p>
<div align="center"><img width="500" height="379" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/blog229(1).jpg" /></div>
<p><br />
<br />
E a&iacute; brilhou a estrela do nosso novo camisa 1. Felipe teve sangue-frio e compet&ecirc;ncia exemplar para segurar duas cobran&ccedil;as e desestruturar emocionalmente os fr&aacute;geis batedores advers&aacute;rios. Come&ccedil;a a escrever sua hist&oacute;ria na G&aacute;vea. Que seja longa e vencedora.<br />
<br />
Agora &eacute; confirmar a l&oacute;gica, manter o planeta girando em sua &oacute;rbita corretamente, e sagrar-se campe&atilde;o da Ta&ccedil;a Guanabara contra os saquaremenses. Isso seria tudo o que eu ia dizer hoje. Mas a&iacute; acordo com a not&iacute;cia que a CBF, vejam voc&ecirc;s, resolveu com pequenos 24 anos de atraso reconhecer o t&iacute;tulo brasileiro vencido genuinamente pelo Maior do Mundo em 87. Achei at&eacute; que era piada, mas... Antes tarde do que nunca.<br />
<br />
Se voc&ecirc; n&atilde;o conhece a hist&oacute;ria real desse imbr&oacute;glio, sugiro que <a  href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=97&amp;postId=12839&amp;permalink=true">leia esse texto antigo aqui do blog</a>. E agora &eacute; s&oacute; rir da cara dos pentelhos que n&atilde;o sabem do que est&atilde;o falando e repetem com um sorriso idiota no rosto, &ldquo;pra ser hexa tem que ser penta antes!&rdquo;. Pois meus queridos, engulam o inquestion&aacute;vel: o Flamengo &eacute; hexacampe&atilde;o nacional e foi o primeiro penta. Por isso, Sr. Juvenal Juv&ecirc;ncio, fa&ccedil;a o favor de entregar a Ta&ccedil;a de Bolinhas na G&aacute;vea para que ela fique guardada na galeria de trof&eacute;us de quem a merece por direito. E v&aacute; se deliciar com outras bolinhas. <br />
<br />
De gude, n&atilde;o pensem besteira.</p>
<p align="center"><img alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/blog228(1).jpg" /></p>
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		<title>Um quase e um golaço!</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Ando bem relapso com minha agenda cinematogr&#225;fica. Ainda n&#227;o vi praticamente nada do que deveria ter visto ultimamente. E j&#225; estava incomodado com o bombardeio de coment&#225;rios sobre &#8220;Cisne Negro&#8221;. A grande maiori...]]></description>
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<p>Ando bem relapso com minha agenda cinematogr&aacute;fica. Ainda n&atilde;o vi praticamente nada do que deveria ter visto ultimamente. E j&aacute; estava incomodado com o bombardeio de coment&aacute;rios sobre &ldquo;Cisne Negro&rdquo;. A grande maioria de uma multid&atilde;o assombrada com... bom, com mil e um argumentos meio mal explicados para dizer que o filme &eacute; &ldquo;genial&rdquo;, uma experi&ecirc;ncia sensorial. Inclusive minha m&atilde;e. E como em arte voc&ecirc; n&atilde;o precisa mesmo saber explicar algo que te emociona profundamente, fui ficando cada vez mais curioso para saber o que Darren Aronofsky, de uma curta-cultuada-e-controversa cinematografia, aprontou dessa vez. Sem falar que n&atilde;o &eacute; nada chato saber que quem estaria praticamente o tempo todo em cena &eacute; Natalie Portman.&nbsp;</p>
<p>O filme come&ccedil;a bem. Portman faz uma bailarina que sonha ascender em sua companhia, o importante New York City Ballet, e finalmente vislumbra uma possibilidade quando a principal bailarina do grupo &eacute; aposentada pelo diretor, Thomas, vivido por Vincent Cassel, que pretende fazer uma nova e moderna releitura de &ldquo;O Lago dos Cisnes&rdquo;.</p>
<p>Ele procura uma protagonista entre suas jovens bailarinas e Portman, obcecada pela perfei&ccedil;&atilde;o, &eacute; uma das candidatas. &Oacute;bvio que ela acaba sendo a escolhida. E seu grande desafio como Rainha Cisne &eacute; o Cisne Negro, a representa&ccedil;&atilde;o do... lado negro. </p>
<p align="center"><img width="500" height="333" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/filmes_924_cisne-negro-22.jpg" alt="" /></p>
<p>Os conflitos internos da personagem s&atilde;o muito bem apresentados pelo diretor e ficamos realmente angustiados com as primeiras representa&ccedil;&otilde;es visuais de suas pa&uacute;ras. Aronofsky sabe filmar muito bem. Embarca na cartilha do suspense-quase-terror e n&oacute;s vamos junto. Acontece que a&iacute;, justamente onde ele brilha no come&ccedil;o do filme, &eacute; que est&aacute; sua perdi&ccedil;&atilde;o na minha opini&atilde;o. </p>
<p>Com o transcorrer da hist&oacute;ria tudo vai ficando exagerado e previs&iacute;vel. Comecei a ter simplesmente angustia de ver certas cenas, n&atilde;o no sentido emocional, mas por achar nojentinho mesmo. Momentos quase trash. O efeito positivo do in&iacute;cio come&ccedil;ou a gerar um sentimento de &ldquo;ah, de novo!&rdquo; e me afastar da erup&ccedil;&atilde;o emocional de Portman ao inv&eacute;s de me aproximar dela. </p>
<p>Tenho que ressaltar que tudo isso &eacute; contraposto a um roteiro eficiente e excelentes atua&ccedil;&otilde;es. Portman brilha no parque de divers&otilde;es para uma excelente atriz que lhe foi dado e Cassel faz muito bem o controverso diretor, com a afeta&ccedil;&atilde;o e a masculinidade exigidas pelo papel muito bem dosadas. Ainda h&aacute; a presen&ccedil;a apimentada de uma &oacute;tima Mila Kunis.</p>
<p>No fim sa&iacute; do cinema com gosto de partida empatada em casa com gol do advers&aacute;rio no fim do segundo tempo. Ou seja, praticamente uma derrota. O filme &eacute; bom. Em alguns momentos muito bom. Mas podia ser bem melhor. </p>
<p>++++</p>
<p>Quem est&aacute; no Rio de Janeiro n&atilde;o pode deixar de assistir no Teatro do Planet&aacute;rio &ldquo;In on It&rdquo;, do canadense Daniel Macivor, com dire&ccedil;&atilde;o de Enrique Diaz, e Fernando Eiras e Em&iacute;lio de Melo no elenco. Essa sim &eacute; uma experi&ecirc;ncia art&iacute;stica transformadora.</p>
<p align="center"><img width="500" height="319" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/inonit.jpg" alt="" /></p>
<p>Essa montagem j&aacute; est&aacute; em cartaz h&aacute; dois anos e ganhou todos os pr&ecirc;mios, mais que merecidamente! Num jogo teatral altamente sofisticado, esses dois atores fazem um trabalho do mais alto n&iacute;vel imagin&aacute;vel e somos conduzidos numa experi&ecirc;ncia inesquec&iacute;vel.</p>
<p>Depois de terminar chapado de assistir ao espet&aacute;culo pela primeira vez, pedi ao Em&iacute;lio que me enviasse o texto para que pudesse l&ecirc;-lo. Chapei ainda mais. Voltarei logo para assistir e sentir tudo novamente e dessa vez diferente. N&atilde;o percam.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Antes da Pizza</title>
		<link>http://oficial.blog.br/28251/antes-da-pizza/</link>
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		<pubDate>Mon, 07 Feb 2011 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>&Eacute; domingo &agrave; noite, est&aacute; um calor infernal nesse forno, digo, nessa cidade chamada Rio de Janeiro. Estou sentado no sof&aacute; com um gato persa me olhando como que me dizendo, &ldquo;agrade&ccedil;a por n&atilde;o ter todos esses pelos, rapaz!&rdquo;. Pobre Hashi. Acabo de pedir uma pizza &ndash; grande, claro &ndash; e&nbsp; me sentei para escrever.</p>
<p>A verdade &eacute; que a o ver&atilde;o do Rio de Janeiro &eacute; um grande inimigo da produtividade. Um obst&aacute;culo quase intranspon&iacute;vel.Conseguir escrever &eacute; algo que fica bem dif&iacute;cil nessa &eacute;poca do ano em que os miolos queimam. Na verdade, fazer qualquer coisa que n&atilde;o seja perto, ou dentro, de um chuveiro de &aacute;gua gelada &eacute; bem dif&iacute;cil.&nbsp; Por isso minha aus&ecirc;ncia de um m&ecirc;s. F&eacute;rias for&ccedil;adas, amigos.</p>
<p>++++</p>
<p>Nesse tempo meu Meng&atilde;o que n&atilde;o se cansa de me mimar contratou Ronaldinho Ga&uacute;cho, ganhou a Copinha, se classificou em primeiro lugar do grupo na Ta&ccedil;a Guanabara... Ai, esse Flamengo, viu? 2011 promete! Escrevi sobre isso pro sensacional <a href="http://globoesporte.globo.com/platb/arthurmuhlenberg/2011/01/26/que-lindo-dia-para-ser-flamengo/" >Urublog</a>, do meu camarada Arthur Muhlenberg. Confiram l&aacute;.</p>
<p>Ainda na esfera futebol&iacute;stica tivemos mais um miquinho hist&oacute;rico na Libertadores do time daquele gordinho-que-n&atilde;o-se-fala-o-nome-num-blog-de-flameguista. T&atilde;o previs&iacute;vel que nem gerou not&iacute;cia de jornal. Manchete s&oacute; dos v&acirc;ndalos que invadiram o CT, quebraram carros dos jogadores... Coisa triste. Esses caras s&atilde;o qualquer coisa, menos torcedores.</p>
<p>Mas ver no mesmo momento o Dentu&ccedil;o Ga&uacute;cho sendo saudado em coro por 42 mil torcedores em sua estreia com o Manto Sagrado, coisa que s&oacute; a Na&ccedil;&atilde;o Rubro-Negra sabe fazer, me perguntei se na hora que o tal gordinho-que-n&atilde;o-se-fala-o-nome-num-blog-de-flamenguista&nbsp; deita a cabe&ccedil;a no travesseiro, se ele n&atilde;o se questiona se fez a escolha certa quando escolheu o clube que queria jogar no Brasil quando teve a oportunidade. Pois &eacute;...</p>
<p>++++</p>
<p>A &ldquo;Luta do S&eacute;culo&rdquo; me tirou o sono. Conseguia imaginar quase tudo num embate entre Anderson Silva contra Vitor Belfort, menos o que aconteceu! Silva mostrou que realmente &eacute; um trator demolidor ao nocautear o muro de concreto que tinha como oponente com um chute espetacular e fulminante no primeiro round! &Eacute; o cara. Dif&iacute;cil de imaginar que seja derrotado.</p>
<p align="center"><img width="360" height="460" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/06_MVG_anderson.jpg" alt="" /></p>
<p>++++</p>
<p>Viva! &ldquo;Aline&rdquo; finalmente voltou! Fiquei muito orgulhoso ao ver no ar o primeiro epis&oacute;dio da nova temporada. Sinto que cada dia de trabalho, cada segundo investido nesse projeto valeu a pena quando assisto um resultado final t&atilde;o bem cuidado e bem realizado.</p>
<p>Sou um cara de sorte de fazer parte desse time e por termos um p&uacute;blico t&atilde;o bacana. As muitas mensagens que recebi no twitter no dia da exibi&ccedil;&atilde;o me encheram de alegria. Agora tor&ccedil;o para que continuem se divertindo com os pr&oacute;ximos epis&oacute;dios, toda quinta depois do BBB. Fiquem ligados que s&atilde;o s&oacute; oito!</p>
<p>Quem perdeu o primeiro epis&oacute;dio pode dar uma olhada no <a href="http://www.globo.com/aline" >site oficial</a> ou assistir no <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_Nb_r4ibzuQ" >Youtube</a>.&nbsp;</p>
<p align="center">&nbsp;<object width="480" height="392">
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<p>++++</p>
<p>A pizza chegou! At&eacute; j&aacute;, pessoal!</p>
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		<title>Turma de 2011</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Jan 2011 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ator/Atriz]]></category>
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<p>Uma coisa que eu sempre tenho perto de mim onde eu estiver &eacute; um livro de contos. Adoro contos. Geralmente eu estou cercado de uma pilha de livros. N&atilde;o que eu leia todos, que me dera, mas t&ecirc;m sempre alguns t&iacute;tulos que eu vou carregando comigo por a&iacute; na esperan&ccedil;a de l&ecirc;-los. O Nick Hornby, na sua coluna mensal &ldquo;Coisas que eu andei lendo&rdquo;, na revista &ldquo;The Believer&rdquo;, come&ccedil;a com duas listas: uma de livros comprados e outra de livros lidos naquele m&ecirc;s. A de livros lidos &eacute; sempre muito menor, invariavelmente. E diversas vezes os t&iacute;tulos sequer est&atilde;o na de livros que ele comprou. Isso acontece muito comigo. E com quase todo mundo que gosta de ler que eu conhe&ccedil;o.</p>
<p>Mas como eu ia dizendo, eu sempre tenho na minha lista de livros que carrego por a&iacute; um livro de contos. Eles s&atilde;o &oacute;timos companheiros. Servem pra quando voc&ecirc; est&aacute; com pouco tempo, sem muito f&ocirc;lego com algum romance, no meio de alguma gigantesca biografia, no marasmo de um livro t&eacute;cnico... O livro de contos &eacute; aquele parceirinho que te d&aacute; um g&aacute;s. &Eacute; aquela festinha que te anima pra semana de trabalho. Ok, vou parar com as met&aacute;foras estapaf&uacute;rdias. </p>
<p>O que estava atualmente comigo pra cima e pra baixo foi uma descoberta que fiz sem querer numa livraria outro dia... &ldquo;Falando com o anjo&rdquo;. Uma colet&acirc;nea de 12 contos de 12 autores contempor&acirc;neos organizada por... Nick Hornby! R&aacute;! Sendo que um dos contos &eacute; dele mesmo. Dava pra me animar mais quando vi?</p>
<p align="center"><img width="267" height="400" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/falando.jpg" alt="" /></p>
<p>Antes de come&ccedil;ar a falar bem do homem de novo, vou explicar rapidinho a hist&oacute;ria do livro. O filho do Hornby &eacute; autista. Num grau bastante elevado. Inclusive o livro dele &ldquo;Um grande garoto&rdquo;, que virou filme com o Hugh Grant, &eacute; inspirado no filho. O menino estuda numa escola especial e essas s&atilde;o rar&iacute;ssimas na Inglaterra e passam apuros financeiros para se manterem. Pois &eacute;, at&eacute; l&aacute;. Com intuito de arrecadar fundos para uma dessas intitui&ccedil;&otilde;es, Hornby pediu a 11 amigos que escrevessem um conto in&eacute;dito e esses toparam a empreitada.&nbsp; Boa parte da renda &eacute; doada. Uma linda ideia. Mas como o pr&oacute;prio Hornby diz no pref&aacute;cio, n&atilde;o &eacute; por isso que voc&ecirc; deve comprar esse livro. &Eacute; porque ali tem um monte de coisa boa de um monte de gente &oacute;tima. </p>
<p>As hist&oacute;rias s&atilde;o divertid&iacute;ssimas. Cheias de ironia e humor, cada autor destila seu talento e estilo de forma &uacute;nica e deliciosa de se ler. Patrick Marber, autor de &ldquo;Closer&rdquo;, fala de uma primeira vez como se tocasse rock. Helen Fielding, de &ldquo;O Di&aacute;rio de Bridget Jones&rdquo;, &eacute; mordaz com sua puta velha. Irvine Welsh, do sensacional &ldquo;Trainspotting&rdquo;, ele... Bom, Irvine Welsh me d&aacute; medo com sua cabe&ccedil;a perturbada. Seu conto &eacute; devastador. Ali&aacute;s, &eacute; dele outro livro de contos muito bom que li outro dia e acabei n&atilde;o comentando aqui com voc&ecirc;s mas que super vale entrar na sua lista de futuras aquisi&ccedil;&otilde;es. Chama-se &ldquo;Se voc&ecirc; gostou da escola, vai adorar trabalhar&rdquo;.&nbsp; O cara &eacute; muito bom.</p>
<p>E o conto da &ldquo;anfitri&atilde;o da festa&rdquo;, como dizer... &Eacute; ducaraleo. Bela palavra, n&atilde;o? Mas ent&atilde;o... &ldquo;JesusMamilo&rdquo; &eacute; uma forma genial que Hornby achou de desancar o mundo da arte contempor&acirc;nea, narrado do ponto de vista de um seguran&ccedil;a de galeria que se envolve apaixonadamente com o pol&ecirc;mico quadro que recebe a fun&ccedil;&atilde;o de proteger. Rolei de rir. Reli 3 vezes. Como eu sou f&atilde; desse cara!</p>
<p>&nbsp;&ldquo;Falando com o anjo&rdquo; &eacute; garantia de leitura mais que agrad&aacute;vel. Perca tempo n&atilde;o.&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Vamos com tudo!</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Dec 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>E assim termina mais um ano e come&ccedil;a um novo. E como de costume as listas de melhores e piores do ano que passou se proliferam por a&iacute;. Man&iacute;aco por listas que sou, passei boa parte dos &uacute;ltimos dias lendo diversas delas, concordando com um monte de coisas, xingando um monte de gente pelo que considerei absurdos e injusti&ccedil;as. Cheguei at&eacute; a pensar em fazer algum tipo de lista de fim de ano aqui no blog, mas a&iacute; pensei, pra qu&ecirc;?</p>
<p>N&atilde;o consegui matutar nada pra dizer que ainda n&atilde;o tenha sido dito em algum outro lugar &ndash; ou em muitos outros lugares! Por isso nada de listas no &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, a n&atilde;o ser que voc&ecirc;s queiram saber minha lista de compromissos que fiquei devendo a mim mesmo esse ano, mas acho que isso n&atilde;o vai interessar muito a ningu&eacute;m.</p>
<p>2010 se despede depois de muita agita&ccedil;&atilde;o. Clich&ecirc;s &agrave; parte sobre tempo voando, quanta coisa aconteceu, bl&aacute;bl&aacute;bl&aacute;, foi para mim um ano turbulento e produtivo. Muitos projetos rolando &ndash;sempre! &ndash; na minha produtora. Teve minha estreia solo como diretor de teatro no espet&aacute;culo &ldquo;Estragaram todos os meus sonhos, seus c&atilde;es miser&aacute;veis!&rdquo; que cumpriu temporada no Rio de Janeiro, onde deve retornar em 2011, al&eacute;m de outras cidades, se Deus quiser! Foram meses de grava&ccedil;&otilde;es da nova temporada de &ldquo;Aline&rdquo; que acabou tendo a exibi&ccedil;&atilde;o adiada para programa&ccedil;&atilde;o de ver&atilde;o da Globo e vai ao ar a partir de fevereiro pr&oacute;ximo.&nbsp; Participei do &ldquo;Balad&atilde;o do Faust&atilde;o&rdquo;, uma competi&ccedil;&atilde;o que levei na maior brincadeira e acabei vencendo, toquei em diversas cidades do Brasil como DJ...</p>
<p>Vivi minha vida. Procurando aproveitar cada dia e crescer e aprender um pouco mais. Melhorar em meus defeitos, renovar a esperan&ccedil;a em tempos melhores. Respeitar a todos. Respeitar a mim mesmo e meus limites. Sorri e chorei sempre que senti vontade.</p>
<p>Entro em 2011 com a cabe&ccedil;a erguida, cora&ccedil;&atilde;o leve, vontade de arriscar cada vez mais. Com desejos juvenis amadurecidos mas n&atilde;o menos passionais. Com um horizonte de desafios a serem encarados. Buscando a serenidade da sabedoria.</p>
<p align="center"><img alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/REVEILLON1.jpg" /></p>
<p>Mais uma vez, obrigado pela companhia de voc&ecirc;s, minha querida-adorada-idolatrada-parceira-amiga-fiel meia d&uacute;zia de (incont&aacute;veis) 11 leitores. &Eacute; delicioso saber que voc&ecirc;s est&atilde;o aqui acompanhando essas linhas que escrevo nem sempre t&atilde;o inspirado, mas sempre cheio de carinho. Que passamos por nosso quarto r&eacute;veillon juntos. E que tem cada vez mais gente nova chegando para se agregar. Sejam bem vindos, a estrada &eacute; longa!</p>
<p>Desejo a todos tudo de melhor que a vida possa oferecer. Muito amor e toda a paz que precisamos para sermos felizes. Que cada um de voc&ecirc;s e suas fam&iacute;lias tenham um ano maravilhoso, cheio de realiza&ccedil;&otilde;es. E que continuemos juntos por mais muitos e muitos anos. Vivendo cada dia de uma vez, vivendo o que precisamos viver, vivendo a revolu&ccedil;&atilde;o &ndash; a nossa, e a de cada um.</p>
<p>Adeus 2010. Obrigado por tudo. Seja bem vindo 2011. Bota pra fuder.</p>
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		<title>Ho ho ho</title>
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		<pubDate>Wed, 22 Dec 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Minha singela forma de desejar um Feliz Natal a todos voc&#234;s e suas fam&#237;lias. Como sempre, desejo que vivam com muito amor.
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O desconhecido

Onde eu nasci tinham v&#225;rios iguais a mim. Muitos maiores, alguns menores, outros do...]]></description>
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<p>Minha singela forma de desejar um Feliz Natal a todos voc&ecirc;s e suas fam&iacute;lias. Como sempre, desejo que vivam com muito amor.</p>
<p>++++</p>
<p><strong>O desconhecido</strong></p>
<p align="center"><img width="500" height="328" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/natal(3).jpg" /></p>
<p>Onde eu nasci tinham v&aacute;rios iguais a mim. Muitos maiores, alguns menores, outros do meu tamanho. Uma vez, de temporada em temporada, vinham e levavam um monte de n&oacute;s. Geralmente os mais velhos. Poucos retornavam, e Aqueles-que-voltavam contavam hist&oacute;rias sobre enfeites pendurados de diversos formatos e cores, algod&atilde;o, luzes piscantes...&nbsp; Cedo ou tarde eu sabia que chegaria a minha vez. E chegou.</p>
<p>Fui de caminh&atilde;o at&eacute; uma casa onde havia outros de diversos tipos e me deixaram l&aacute; junto com mais nove iguais a mim. N&atilde;o demorou mais que algumas horas para que me enfiassem num porta-malas de um carro e me transportassem at&eacute; um apartamento. Passado esse momento bastante desagrad&aacute;vel, me puseram num canto, com dois tijolos por baixo para me deixar mais alto. Parecia um lugar aconchegante. Havia bastante luz e logo me deram &aacute;gua.</p>
<p>Um senhor careca veio com um garotinho e uma menininha um pouco mais velha e come&ccedil;aram a pendurar bolas em mim. De todas as cores. Pensei que era disso que deviam falar Aqueles-que-voltavam. Aquelas pessoas sorriam e me colocavam os penduricalhos. Era um pouco desconfort&aacute;vel e eu me sentia um tanto cafona com tantas cores diferentes e brilhantes, mas estavam todos t&atilde;o alegres que me senti bem de ser o aparente motivo daquilo. Depois ainda me espalharam um fio cheio de luzinhas n&atilde;o menos coloridas que piscavam e, satisfeitos, ficaram um temp&atilde;o sentados me olhando embasbacados. Uma senhora de cabelos brancos e sorriso leve trouxe um lanche que comeram rindo espalhados ao meu redor.</p>
<p>Mais tarde um casal mais novo que o senhor e a senhora e mais velho que os pequenos chegou cheio de sacolas. Colocaram tudo em volta de mim enquanto as crian&ccedil;as n&atilde;o estavam por perto. Pareciam cansados e tive a impress&atilde;o que n&atilde;o me olharam de verdade. Diria at&eacute; que estavam tristes. Faltava brilho no seu olhar.</p>
<p>Quando as crian&ccedil;as viram as sacolas, gritaram e correram pra todo lado de felicidade. O menino armou diversas estrat&eacute;gias para tentar ver o que tinha nos embrulhos e levou uma baita bronca da mo&ccedil;a mais velha. O mo&ccedil;o n&atilde;o conversava muito com ningu&eacute;m. Estava quase sempre no telefone nervoso e falando alto.</p>
<p>Foram v&aacute;rios dias assim. A cada dia traziam mais sacolas para colocar ao meu redor. As crian&ccedil;as se divertiam. O senhor e a senhora cuidavam de mim. E o mo&ccedil;o e a mo&ccedil;a... Bom, um dia quando n&atilde;o tinha ningu&eacute;m por perto eles brigaram feio. Discutiram, falaram um monte de coisas feias um pro outro, ela chorou pra caramba. N&atilde;o tenho certeza, mas acho que ele tamb&eacute;m. Depois ficaram em sil&ecirc;ncio um temp&atilde;o, e ele sentou em frente a mim, sozinho, e ficou me vendo piscar com as luzinhas coloridas no escuro que pairava na sala.</p>
<p>Um dia enfeitaram a casa toda. Mais pessoas chegaram carregando sacolas que se misturaram as que j&aacute; estavam ao meu redor. Outras crian&ccedil;as corriam pela sala, o senhor e a senhora sorriam sentados um ao lado do outro, os mo&ccedil;os e mo&ccedil;as conversavam animadamente. Todos comeram muito e os embrulhos foram abertos. As crian&ccedil;as vibravam cada vez que descobriam um brinquedo, faziam muxoxo quando viam uma roupa. N&atilde;o entendi muito bem.</p>
<p>Quando tudo parecia que estava pra acabar, o mo&ccedil;o chegou perto da mo&ccedil;a que recolhia uns pap&eacute;is espalhados em volta de mim e deu um forte abra&ccedil;o nela.</p>
<p>Feliz Natal, ele disse.</p>
<p>Feliz Natal.</p>
<p>Obrigado por ser minha fam&iacute;lia. Obrigado por fazer parte de mim. Obrigado por esses filhos maravilhosos. Obrigado por tudo.</p>
<p>Ela chorou de novo. Mas dessa vez parecia muito feliz. Eles ent&atilde;o se beijaram e olharam para mim ao mesmo tempo. Fiquei t&atilde;o contente de fazer parte daquele momento!</p>
<p>Fiquei triste no dia que o senhor tirou todos os enfeites de mim junto com as crian&ccedil;as. Fiquei mais leve, &eacute; verdade, mas j&aacute; tinha me acostumado e gostava de ficar ali, vendo todo mundo ao redor, sendo o centro das aten&ccedil;&otilde;es. Sinto que vou ser levado embora a qualquer momento. Tomara que eu me torne um Daqueles-que-voltaram. Vou poder contar como &eacute; o mundo aqui fora. E que essa hist&oacute;ria de Natal &eacute; bonita. Faz as pessoas ficarem mais perto e felizes. E que n&oacute;s somos muito importantes pra eles!</p>
<p>++++</p>
<p>Outro texto daqui sobre o Natal que gosto muito... <a  href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=97&amp;postId=13559&amp;permalink=true">Clique aqui</a>.</p>
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		<title>Pra você ver&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>Rapaz, se algu&eacute;m me dissesse que um dia eu escreveria um texto como esse de hoje eu provavelmente bateria aposta que seria bem pouco prov&aacute;vel, beirando a raia do imposs&iacute;vel. Mas o bom da vida &ndash; e da arte &ndash; &eacute; exatamente isso: as surpresas.</p>
<p>Tenho dois filmes pra comentar, o novo de Woddy-mestre-Jedi-Allen e o primeiro longa-metragem de Oswaldo Montenegro. &ldquo;Voc&ecirc; vai conhecer o homem dos seus sonhos&rdquo; (&ldquo;You Will Meet a Tall Dark Stranger&rdquo;, em mais um del&iacute;rio dos tradutores) e &ldquo;L&eacute;o e Bia&rdquo;, respectivamente.</p>
<p>Sendo um pouquinho duro com um dos meus maiores &iacute;dolos, esse filme foi uma prov&aacute;vel bem sucedida tentativa de Allen de entrar pra sua lista &ldquo;Top 5 piores filmes que eu j&aacute; fiz&rdquo;. Eu avisei, estou sendo bem dur&atilde;o com ele. Mas fica dif&iacute;cil gostar de um filme dele aparentemente t&atilde;o pregui&ccedil;oso.</p>
<p align="center"><img width="413" height="611" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/401.jpg" /></p>
<p>N&atilde;o me lembro de ter sa&iacute;do de um filme de Allen sem ter ao menos um frase sensacional, uma sequ&ecirc;ncia divertid&iacute;ssima, um personagem delicioso. J&aacute; nesse, pelo contr&aacute;rio, a atua&ccedil;&atilde;o de Freida Pinto,&nbsp; a indiana de &ldquo;Quem quer ser um milion&aacute;rio?&rdquo; &eacute; constrangedora. Tudo bem que o personagem n&atilde;o &eacute; nada de mais, mas, puts... Apesar do excelente Josh Brolin ter em m&atilde;os um personagem teoricamente-tipicamente-Alleniano, n&atilde;o brilha. Assim como n&atilde;o brilham Anthony Hopkins, Naomi Watts, Antonio Banderas. Os melhores momentos dessa pouco inspirada com&eacute;dia ficam por conta de Gemma Jones e sua divertida e desestruturada Helena.</p>
<p>No fim da fita que simplesmente termina, tive a sensa&ccedil;&atilde;o que o pr&oacute;prio Allen sentiu o que estava acontecendo e pensou, &ldquo;Chega, hora de acabar com isso, esse jogo eu perdi mesmo!&rdquo;.&nbsp; E foi pra casa pensar no seu pr&oacute;ximo longa que tenho certeza que ser&aacute; bem melhor.</p>
<p>A&iacute; logo depois vou eu assistir o primeiro longa de Oswaldo Montenegro. Aparentemente um Dogville-musical-Montengriano. N&atilde;o sou f&atilde; do Oswaldo, t&atilde;o pouco fa&ccedil;o parte da turma que gostaria de esfol&aacute;-lo vivo, mas n&atilde;o vou mentir pra ningu&eacute;m, eu n&atilde;o esperava o que estava por vir.</p>
<p>O filme &eacute; muito bacana! Inspirado na pe&ccedil;a hom&ocirc;nima, &ldquo;L&eacute;o e Bia&rdquo; pra come&ccedil;ar n&atilde;o &eacute; um musical da cartilha tradicional. Sim, a m&uacute;sica est&aacute; l&aacute; presente, e &eacute; bem legal. Mas ningu&eacute;m para a cena pra cantar e tal. Sim, a referencia ao Sr. Von Trier &eacute; expl&iacute;cita, mas &eacute; muito bem explorada e cab&iacute;vel &agrave; linguagem teatral da hist&oacute;ria contada.</p>
<p align="center"><img width="500" height="333" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/leoebia.jpg" /></p>
<p>E o elenco &eacute; um trunfo. Muito afinados e bem dirigidos, cada um tem seu brilho e espa&ccedil;o para mostrar sensibilidade e talento. Desde a experiente e excelente Paloma Duarte at&eacute; o novato e surpreendente Pedro Caetano, que faz um trabalho de extrema sensibilidade. Todos merecem palmas. Ali&aacute;s, tem uma loirinha extremamente talentosa e bonita, uma tal Vit&oacute;ria Frate.&nbsp; (Sim, &eacute; minha namorada, sim, ela arrebenta!)</p>
<p>&ldquo;L&eacute;o e Bia&rdquo; &eacute; envolvente e bem resolvido. Como define o realizador, uma experi&ecirc;ncia &aacute;udio-visual que deu certo. Bem certo e merece ser prestigiada. Essa semana estreia no Rio de Janeiro, e quem puder deve assistir. Deixo aqui o <a  href="http://leoebia.wordpress.com">blog do filme</a> pra quem quiser saber um pouco mais.</p>
<p>Pois &eacute;, como eu disse l&aacute; no come&ccedil;o do texto, nunca pensei que esse dia chegaria, em que eu falaria que n&atilde;o gostei de um filme do Woody Allen no mesmo texto que elogiaria com louvor um do Oswaldo Montenegro. E s&atilde;o essas surpresas que fazem tudo valer a pena.</p>
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		<title>Retrato da Revolução</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Estava bem curioso para assistir esse &#8220;A Rede Social&#8221;. Por motivos &#243;bvios. Dire&#231;&#227;o de David Fincher, do sensacional &#8220;Clube da Luta&#8221;, cr&#237;ticas hiperpositivas, papo de &#8220;forte potencial para conco...]]></description>
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<p>Estava bem curioso para assistir esse &ldquo;A Rede Social&rdquo;. Por motivos &oacute;bvios. Dire&ccedil;&atilde;o de David Fincher, do sensacional &ldquo;Clube da Luta&rdquo;, cr&iacute;ticas hiperpositivas, papo de &ldquo;forte potencial para concorrer ao Oscar&rdquo;, que o elenco protagonista &eacute; excelente... Em suma, tudo para aumentar <a  href="http://bloglog.globo.com/blog/blog.do?act=loadSite&amp;id=97&amp;postId=9609&amp;permalink=true">o temido EE, j&aacute; bem explicado aqui no blog tempos atr&aacute;s</a>. Isso sem falar do principal: que a tem&aacute;tica &eacute; diretamente ligada &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, foco principal do &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;.</p>
<p>Pois bem, n&atilde;o vou dizer que me decepcionei, porque o filme n&atilde;o &eacute; ruim, mas t&atilde;o pouco &eacute; merecedor desse alarde todo. &Eacute; ok. O famoso nota 7, sabe? A hist&oacute;ria &eacute; interessante, muito mais como retrato dessa nova gera&ccedil;&atilde;o de &ldquo;yuppies&rdquo;, os super programadores, g&ecirc;nios da computa&ccedil;&atilde;o, sempre em busca de uma ideia original de produto que revolucione a ainda embrion&aacute;ria (sim, ainda &eacute; embrion&aacute;ria em termos hist&oacute;ricos) internet e sua cada vez mais veloz &ldquo;evolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;, se &eacute; que assim podemos chamar. Garotos que o povo por a&iacute; adora chamar de &ldquo;nerds&rdquo; que correm atr&aacute;s de uma ideia &uacute;nica, daquelas que se tem uma vez na vida, como diz um dos personagens durante a trama.</p>
<p>Acontece que o protagonista da hist&oacute;ria real, Mark-criador-do-Facebook-Zuckerberg, n&atilde;o teve sua ideia. Roubou de dois g&ecirc;meos-remadores-milion&aacute;rios-metidos-a-geek-de-Harvard e um outro s&oacute;cio.&nbsp; Chamado pra trabalhar numa ideia de rede social confi&aacute;vel por eles, Mark aprimorou o conceito do trio e com a ajuda financeira de um s&oacute;cio, seu melhor amigo, Eduardo - um brasileiro vejam voc&ecirc;s -, criou o &ldquo;thefacebook&rdquo;.</p>
<p align="center"><img alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/redesocial1.jpg" /></p>
<p>Depois, quando o neg&oacute;cio j&aacute; chamava aten&ccedil;&atilde;o por seu espantoso e estrondoso crescimento, influenciado por outro g&ecirc;niozinho da web, Sean Parker - o homem que todo dono de gravadora do mundo gostaria de torturar com requintes de crueldade antes de ver morto -, criador do Napster, Zuckerberg passou a perna no seu best friend tupiniquim e resolveu ficar com a grana da empresa, que hoje &eacute; avaliada em 25 bilh&otilde;es de d&oacute;lares, s&oacute; pra ele.</p>
<p>Ah, sim, claro. Zuckerberg foi processado tanto pelos mo&ccedil;os de Harvard quanto por Eduardo. A hist&oacute;ria &eacute; costurada no filme por esses processos. O elenco &eacute; mesmo &oacute;timo. O protagonista interpretado por Jesse Eisenberg &eacute; arrogante e chato como algu&eacute;m como Mark Zuckerberg deve ser. Um excelente trabalho. E o Eduardo Saverin de Andrew Garfield &ndash; que ser&aacute; o novo Homem-Aranha, a quem interessar possa&nbsp; - &eacute; muito carism&aacute;tico e competente. Quanto a Sean Parker, eu estou com asco. Da figura. N&atilde;o me perguntem se &eacute; culpa do seu int&eacute;rprete Justin Timbelake, n&atilde;o saberia responder. Nada contra o mo&ccedil;o, pelo contr&aacute;rio, nem que ele seja p&eacute;ssimo ator, ele diz muito bem seu texto, mas, hunf... Sei l&aacute;.</p>
<p align="center"><img alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/redesocial2.jpg" /></p>
<p>Os di&aacute;logos s&atilde;o bastante interessantes, mas a narrativa &eacute; morna, com momentos de extrema lentid&atilde;o, como uma regata universit&aacute;zZZZzzzZZZ... Ops, desculpa. Li em algum lugar que um dos &uacute;nicos coment&aacute;rios que o verdadeiro Zuckerberg fez sobre a forma com que a hist&oacute;ria &eacute; contada, tanto no filme quanto no livro (que n&atilde;o li) que o baseou, &eacute; que querem justificar tudo que ele fez por uma suposta falta de capacidade dele de se relacionar com as pessoas, especialmente com garotas. Se isso &eacute; verdade ou n&atilde;o eu n&atilde;o sei, mas acho que enfraquece o todo. Ok, estamos falando de fic&ccedil;&atilde;o, no caso do filme, mas no fundo estamos mesmo &eacute; falando de um monte de monstrinhos obcecados por dinheiro, muito dinheiro, e um tanto de fama no mundo virtual, essa nova forma de vida que ainda pouco temos conhecimento de como lidar de verdade. Mal sabemos lidar com nossa vida real e j&aacute; sofremos com ela h&aacute; s&eacute;culos...</p>
<p>Esque&ccedil;am os Oscars. Ainda h&aacute; de pintar um competidor de verdade pelo careca dourado. V&aacute; ver &ldquo;A Rede Social&rdquo; como um filme bacaninha sobre uma galera nada bacaninha que est&aacute; cada vez mais, infelizmente, presente por a&iacute;.</p>
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		<title>Eu quero meu Flamengo de volta</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Domingo passado quando o &#225;rbitro apitou o fim da partida entre Flamengo e Cruzeiro eu senti uma mistura de al&#237;vio com vergonha. Gra&#231;as a uma pat&#233;tica e improv&#225;vel combina&#231;&#227;o de resultados dos advers&#38;aac...]]></description>
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<p>Domingo passado quando o &aacute;rbitro apitou o fim da partida entre Flamengo e Cruzeiro eu senti uma mistura de al&iacute;vio com vergonha. Gra&ccedil;as a uma pat&eacute;tica e improv&aacute;vel combina&ccedil;&atilde;o de resultados dos advers&aacute;rios diretos, est&aacute;vamos salvos de um in&eacute;dito rebaixamento para s&eacute;rie B do Campeonato Brasileiro, mesmo com mais uma derrota vexat&oacute;ria em casa.</p>
<p>Foi um ano que s&oacute; n&atilde;o deve ser apagado da hist&oacute;ria do Flamengo porque precisa ficar de li&ccedil;&atilde;o. Depois de um 2009 em que terminamos campe&otilde;es brasileiros e tricampe&otilde;es estaduais, come&ccedil;amos 2010 sob nova e confusa administra&ccedil;&atilde;o, sem nossa principal estrela, Adriano, e ainda sofremos o duro baque da pris&atilde;o do goleiro Bruno envolvido numa hist&oacute;ria dantesca. Andrade, no meio do turbilh&atilde;o, perdeu o controle do elenco e caiu, logo em seguida Wagner Love voltou pra R&uacute;ssia e ap&oacute;s a elimina&ccedil;&atilde;o da Copa Libertadores para a La U, o tr&ecirc;m descarrilou de vez.</p>
<p>Come&ccedil;amos o Brasileir&atilde;o ainda sob a batuta do eterno interino Rog&eacute;rio Louren&ccedil;o e dele passamos para as m&atilde;os do Silas que mal chegou e j&aacute; saiu para ceder lugar ao atual treinador, o h&aacute; muito aguardado Wanderley Luxemburgo, que voltou &agrave; G&aacute;vea no momento de maior baixa na sua carreira.</p>
<p>No meio disso tudo tivemos um sopro de esperan&ccedil;a com o Rei Zico assumindo o comando do futebol, mas logo desistindo ao ver o vespeiro em que se meteu. N&atilde;o conseguiu resolver nada, pior, se atrapalhou sendo atrapalhado por gente que se acha maior que o Flamengo e foi embora nos deixando de heran&ccedil;a um gostinho de que poderia ter sido bom se conduzido de outra maneira. Seu projeto para o clube era de quem ama o rubro-negro e sabe o que diz e faz, n&atilde;o merecia ter passado por isso. Mas tamb&eacute;m n&atilde;o precisava ter deixado um Val Baiano, um Leandro Amaral, um Deivid, um Diogo e at&eacute; um Cristina Borja de brinde.</p>
<p>Depois das boas campanhas que hav&iacute;amos feito nos &uacute;ltimos anos, que culminou com o t&iacute;tulo de 2009, achei que briga contra o rebaixamento era coisa do passado. Pois ela voltou a nos assombrar de forma real. Apesar de muita gente dizer que &ldquo;n&atilde;o estivemos em momento algum entre o Z4&rdquo;, acho muito mais honesto e sensato pensar que poucas vezes estivemos muito longe desse grupo. Escapamos por pouco e por sorte.</p>
<p>Agora o incontest&aacute;vel &eacute; que chegou a hora de repensar tudo, o momento de uma profunda renova&ccedil;&atilde;o no nosso futebol. Em todos os setores. O curr&iacute;culo vitorioso do professor Luxemburgo vai garantir seu lugar no comando da equipe na pr&oacute;xima temporada, ent&atilde;o que ele tenha respaldo para conduzir esse processo complicado, mas absolutamente necess&aacute;rio.</p>
<p align="center"><img width="500" height="349" alt="" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/luxemburgo.jpg" /></p>
<p>Muitos de nossos jogadores, por mais vitoriosos que sejam, como Ronaldo Angelim, Juan e at&eacute; o mitol&oacute;gico Petkovic j&aacute; n&atilde;o podem continuar nos servindo em batalha, cada um por seu motivo, por mais que isso doa admitir. Temos que fazer uma limpa nas m&aacute;s contrata&ccedil;&otilde;es do ano que passou e nos retornos equivocados, como o de Renato Abreu. Aproveitar as poucas boas novidades que tivemos, os garotos Wellinton e Diego Maur&iacute;cio, apostar na base e correr atr&aacute;s do que estiver a nosso alcance na abertura do mercado em janeiro.</p>
<p>Gra&ccedil;as a Deus, 2010 terminou sem maiores preju&iacute;zos. Chegou a hora de arrega&ccedil;ar as mangas e garantir que o ano que vem a&iacute; seja digno do Maior do Mundo. A&nbsp; na&ccedil;&atilde;o, cansada de sofrer, mais que merece, exige.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
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		<title>Planeta de Acertos</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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<p>Poucas coisas me deixaram t&atilde;o ansioso esse ano quanto o line-up do Planeta Terra quando foi anunciado. Shows do Mika, Phoenix, Hot Chip e, principalmente, Smashing Pumpkins no mesmo dia &eacute; algo realmente extraordin&aacute;rio e eletrizante.&nbsp; Embarquei pra S&atilde;o Paulo no &uacute;ltimo s&aacute;bado ainda meio catat&ocirc;nico em meio a loucura que anda tomando conta do meu dia-a-dia e s&oacute; fui sentir o friozinho na barriga de perceber o que me aguardava quando j&aacute; estava em terras paulistas a caminho do Playcenter. </p>
<p>Fazia 13 anos desde meu &uacute;nico encontro com Billy Corgan, o careca que me fez raspar o cabelo m&aacute;quina zero com gilete quando ainda era um garoto adolescente. Vesti minha camiseta preta e fui pra porta do antigo Metropolitan, que j&aacute; nem sei como se chama hoje em dia, cinco horas antes do show. Eu e meu amigo Nilson, certamente o maior f&atilde; dos Pumpkins no Brasil, fomos os primeiros a chegar l&aacute;. E os primeiros a entrar e os primeiros a grudar na grade e l&aacute; ficar at&eacute; o mau-humurado de Illinois come&ccedil;ar a desfilar uma m&uacute;sica desconhecida do p&uacute;blico brasileiro atr&aacute;s da outra. S&oacute; o Nilson sabia cantar as letras. Acho que o Corgan percebeu isso e no fim do show jogou sua garrafa d&rsquo;&aacute;gua e uma palheta pra ele. Foi inesquec&iacute;vel.</p>
<p>Quando cheguei ao Playcenter j&aacute; me impressionei. Tudo muito organizado e calmo, nada do que esperava encontrar num evento dessa propor&ccedil;&atilde;o. Muitos pontos para a produ&ccedil;&atilde;o. L&aacute; dentro, muita gente, e todo mundo animado e respeitoso com o pr&oacute;ximo. Nada de confus&atilde;o, empurra-empurra... Vibra&ccedil;&atilde;o super positiva, tudo prop&iacute;cio para uma noite super astral. </p>
<p>Mika abriu os trabalhos para mim. Ele &eacute; provavelmente o artista que mais escutei no &uacute;ltimo ano e cujo trabalho mais me chamou aten&ccedil;&atilde;o positivamente pela qualidade, inspira&ccedil;&atilde;o, frescor. E no palco n&atilde;o podia ter sido melhor. Um super show, com um cen&aacute;rio lindo cheio de flores, gente fantasiada criando um clima meio teatral,&nbsp; e uma banda que mant&eacute;m a press&atilde;o do som de est&uacute;dio sem usar qualquer recurso eletr&ocirc;nico. E ele com um carisma avassalador. Enfileirou um acerto atr&aacute;s do outro no set-list deste que foi o encerramento da sua turn&ecirc;.&nbsp; Sem falar da emo&ccedil;&atilde;o de escutar ao vivo minhas favoritas &ldquo;Happy Ending&rdquo;, &ldquo;We are Golden&rdquo; e &ldquo;Blame it on the girls&rdquo;, acho que o destaque do show foi &ldquo;Rain&rdquo;, que transformou o p&uacute;blico em uma pista de dan&ccedil;a das mais animadas.&nbsp; Foi um come&ccedil;o perfeito que complicou a vida de quem viria depois. </p>
<p align="center"><img width="500" height="375" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/get-2(1).jpg" alt="" /></p>
<p>E quem vinha depois era o Phoenix, o show que todo mundo queria ver. Adoro Phoenix. Escuto muito o som dos caras, mas, hummm, tinha l&aacute; minhas d&uacute;vidas de como seria o show deles. De qualquer forma, festival, uma hora s&oacute; pra tocar, achei que iam entrar a mil e quebrar tudo. Quando abriram com &ldquo;Lisztomania&rdquo;, seu maior hit, pareceu que tudo ia dar certo, mas logo... Come&ccedil;aram com uma atitude blas&eacute;, que foi amornando a apresenta&ccedil;&atilde;o e acabou com minha paci&ecirc;ncia quando o vocalista Thomas-marido-da-Sofia-Coppola-Mars deitou-se no ch&atilde;o de costas para o p&uacute;blico por longu&iacute;ssimos dez minutos enquanto seus coleguinhas guitarrista e baixista duelavam em quem fazia o solo minimalista mais chato. Os indies amaram. Eu achei insuport&aacute;vel mesmo.&nbsp; Nada mais ali me animou. Nem minha preferida &ldquo;If I Ever Feel Better&rdquo;. Como eu esperava, no final todos os indies presentes exultavam &ldquo;como o Phoenix arrebentou&rdquo;.&nbsp; Trof&eacute;u &ldquo;fica-combinado-que-foi-bom&rdquo; pra eles. Mas eu n&atilde;o curti.</p>
<p align="center"><img width="500" height="375" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/get-3(1).jpg" alt="" /></p>
<p>N&atilde;o curti tanto que quando vi a quantidade de gente que se encaminhava pra pista 2 pra ver o show do Hot Chip desisti deles na hora. Mais uma banda aclamada pelos indies e que eu s&oacute; conhe&ccedil;o mesmo duas m&uacute;sicas n&atilde;o valia o esfor&ccedil;o. Preferi ficar e escutar o Pavement, mesmo sem qualquer liga&ccedil;&atilde;o com os caras. O show foi bem Pavement. Quem curte o som deles curtiu. Eu que sou um pouco depois dessa &eacute;poca n&atilde;o embarquei tanto.</p>
<p>E finalmente, pontualmente 1:30h, Billy entrou em cena. Billy Corgan eterno como era de se esperar. Seus &ldquo;Smashing Pumpkins&rdquo; agora tem direito a um baterista de 19 anos que parece o Karate Kid. E uma baixista mulher andr&oacute;gena para n&atilde;o atacar o toc dele. E ele n&atilde;o mudou nada. Est&aacute; um pouco mais gordinho. Chamou a plateia de &ldquo;freaks&rdquo;, perguntou para o guitarrista onde estavam, disse que todo mundo &ldquo;queria festejar at&eacute; ver o dia amanhecer na praia&rdquo;, mostrando n&atilde;o ter ideia que S&atilde;o Paulo n&atilde;o &eacute; bem um balne&aacute;rio tropical. Mas destruiu na guitarra, tocando at&eacute; com os dentes (?!) fazendo um verdadeiro concerto de rock da melhor qualidade, mesclando alguns sucessos como &ldquo;Zero&rdquo;, &ldquo;Bullet With Butterfly Wings&rdquo;, &ldquo;Cherub Rock&rdquo;, &ldquo;Ava Adore&rdquo; e &ldquo;Tonight, Tonight&rdquo; com muitas m&uacute;sicas novas e at&eacute; antigas obscuras como &ldquo;I am One&rdquo;.&nbsp; Foi um showza&ccedil;o, mas muita gente ficou pelo caminho tortuoso do jeito Sr. Corgan de ser. Eu terminei feliz de repassar muita coisa da minha vida ao longo daquelas duas horas e perceber que crescer n&atilde;o &eacute; t&atilde;o ruim quanto parece &agrave;s vezes.</p>
<p align="center"><img width="500" height="375" src="http://bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/get(5).jpg" alt="" /></p>
<p>Planeta Terra foi uma noite e tanto. Um super festival muito bem escalado e especialmente bem organizado. Que venham os pr&oacute;ximos.&nbsp;</p>
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		<title>Hoje é dia de&#8230;</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Nov 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Estou t&#227;o fora de forma de achei que tinha sido ontem que postei minha comovente saga no Super-Papo e quando vi j&#225; tinha passado uma semana. O tempo anda com uma pressa danada ultimamente, n&#233;? N&#227;o sei a&#237; onde voc&#38;eci...]]></description>
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<p>Estou t&atilde;o fora de forma de achei que tinha sido ontem que postei minha comovente saga no Super-Papo e quando vi j&aacute; tinha passado uma semana. O tempo anda com uma pressa danada ultimamente, n&eacute;? N&atilde;o sei a&iacute; onde voc&ecirc; est&aacute; como anda o tempo, mas aqui em terras cariocas o friozinho ainda ronda em pleno m&ecirc;s de novembro e a chuva deixa tudo com aquele jeitinho que me d&aacute; uma vontade irresist&iacute;vel de correr pra uma sala de cinema.</p>
<p>Tenho certeza que a essa altura do campeonato todos os integrantes da minha meia d&uacute;zia de 13 leitores j&aacute; assistiram &ldquo;Tropa de Elite 2&rdquo;.&nbsp; Certeza absoluta. Alias, tenho a impress&atilde;o que todo mundo no mundo j&aacute; assistiu &ldquo;Tropa de Elite 2&rdquo;. Que bom, porque o filme merece todo o sucesso. Se o primeiro j&aacute; era bom, nessa sequ&ecirc;ncia o diretor Jos&eacute; Padilha conseguiu ir al&eacute;m em todos os sentidos. Todos amadureceram. O roteiro &eacute; uma aula. E n&atilde;o h&aacute; o que escrever sobre o monstro Wagner Moura e seu antol&oacute;gico Capit&atilde;o Nascimento. N&atilde;o precisa. Est&aacute; alem das palavras.</p>
<p>&ldquo;Tropa de Elite 2&rdquo; j&aacute; nasceu &eacute;pico no nosso cinema, por isso n&atilde;o precisa que agora dessas venha esse blogueiro em fase de reabilita&ccedil;&atilde;o indic&aacute;-lo com tamanho delay. Vamos adiante.</p>
<p>E adiante temos a estreia nacional de &ldquo;Muita Calma Nessa Hora&rdquo;. Talvez o correto fosse come&ccedil;ar esse par&aacute;grafo com &ldquo;mudando de pato pra ganso&rdquo;. E voc&ecirc; que viu o &ldquo;Tropa&rdquo; certamente percebeu pelo trailer do &ldquo;Muita Calma...&rdquo; que estamos falando de filmes bem diferentes mesmo. Ao contr&aacute;rio da tem&aacute;tica pol&iacute;tica de &ldquo;Tropa&rdquo;, &ldquo;Muita Calma Nessa Hora&rdquo; &eacute; aquele tipo de filme sinceramente feito com o intuito de ser divertido entretenimento. Nota-se logo pelo elenco: uma enxurrada de nomes de diversas gera&ccedil;&otilde;es do humor nacional. De L&uacute;cio Mauro, o pai, passando pelo Filho, at&eacute; Marcelo Adnet e Hermes &amp; Renato.</p>
<p>O roteiro e produ&ccedil;&atilde;o contam com o nome do meu amigo querido e talentoso Bruno Mazzeo, que cada vez mais se coloca como um dos principais nomes nessa seara. E na dire&ccedil;&atilde;o Felipe Joffily, que j&aacute; havia mostrado sua pegada no forte &ldquo;&Oacute;dique?&rdquo;e agora mostra sua versatilidade e capacidade de unir diversos estilos nesse filme completamente diferente. Coisa de quem entende do of&iacute;cio.</p>
<p>&nbsp;<object width="480" height="385">
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<p>&ldquo;Muita Calma Nessa Hora&rdquo; &eacute; absolutamente honesto naquilo que quer: te fazer rir. Conta a saga de tr&ecirc;s amigas e mais uma agregada num final de semana em B&uacute;zios. Tem sua pegada &ldquo;Menino do Rio&rdquo; vers&atilde;o 2010 feita com estilo e compet&ecirc;ncia. A cada cena ganha um sopro de frescor com a entrada de algu&eacute;m que certamente j&aacute; te fez rir alguma vez. Fica dif&iacute;cil escolher algu&eacute;m para citar nominalmente no meio de tantas feras, mas n&atilde;o conseguiria n&atilde;o falar de Lucio Mauro Filho como um micareteiro, Marcelo Adnet e seu nerd paulistano e, especialmente, Nelson Freitas, esse super ator cheio em recursos e talento e que nem todo mundo j&aacute; teve o privil&eacute;gio de ver fora do universo &ldquo;Zorra Total&rdquo;.</p>
<p>Meu conselho &eacute;: corra hoje para o cinema e prestigie tamb&eacute;m esse outro fil&atilde;o do cinema nacional.&nbsp; Viva a diversidade, viva a qualidade!</p>
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		<title>Oi!</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Nov 2010 02:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
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Tem algu&#233;m a&#237;? Prazer, meu nome &#233; Pedro. Pedro Henrique dos Santos Neschling. Mas o pessoal me conhece mais por Pedro Neschling mesmo. Ou Pedrinho, quer dizer, assim s&#227;o os meus amigos mesmo que me chamam.&#160; Um ou outro...]]></description>
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<p>Tem algu&eacute;m a&iacute;? Prazer, meu nome &eacute; Pedro. Pedro Henrique dos Santos Neschling. Mas o pessoal me conhece mais por Pedro Neschling mesmo. Ou Pedrinho, quer dizer, assim s&atilde;o os meus amigos mesmo que me chamam.&nbsp; Um ou outro at&eacute; arrisca um Peu.&nbsp; Meu pai manda um Peueu de vez em quando. &Eacute;...</p>
<p>Eu comecei um blog chamado &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; h&aacute; pouco mais de tr&ecirc;s anos. Eu escrevia sobre m&uacute;sica, livros, filmes... Colocava uns pequenos contos. Falava um pouquinho de futebol. S&oacute; de vez em quando, coisa boba. Tinha at&eacute; umas pessoas que liam. Eu chamava eles de meia d&uacute;zia de 11 leitores. Gente boa, eles.</p>
<p>L&aacute; eu tinha um editor severo. Brigava comigo se eu n&atilde;o cumprisse os prazos de postagem. Exigia dedica&ccedil;&atilde;o ao espa&ccedil;o. Respeito com o p&uacute;blico cativado. Bravo a be&ccedil;a, mas danado de legal. Vivia me dizendo que eu era seu funcion&aacute;rio favorito. Me deixava escrever sobre o que eu quisesse!</p>
<p>Ai, ai... Como eu gostava do &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;! A&iacute; veio a Vida... Essa &eacute; fogo, vive te pegando de surpresa! Veio e me colocou num monte de coisas ao mesmo tempo que foram me impedindo de cuidar do blog como eu gostava. Entrei em crise com meu editor. Ele dizia que ia me abandonar, eu dizendo que n&atilde;o queria escrever qualquer coisa, come&ccedil;amos a brigar, tentamos manter as coisas meio que mais ou menos por um tempo, at&eacute; que um dia... Ele sumiu. N&atilde;o me ligou mais, nunca mais apareceu no escrit&oacute;rio.</p>
<p>Eu, um pouco atordoado, fiquei sem saber o que fazer e quando vi, puxa vida, j&aacute; tinha deixado meus leitores um baita tempo sem nenhuma novidade, e pior! Sem qualquer explica&ccedil;&atilde;o. Que tremendo vacilo!</p>
<p>Ficava sozinho em casa, triste e deprimido com minha falta de sensibilidade com pessoas t&atilde;o importantes pra mim, chorando minhas magoas em frente a TV, at&eacute; que...&nbsp; Passou aquele comercial indescrit&iacute;vel do Super Papo. Me identifiquei com a hist&oacute;ria do rapaz loirinho. Tadinho. Vi tantas vezes aquele filme hiper bem produzido que passa em <em>looping</em> de madrugada que at&eacute; decorei as falas. E na terceira noite consecutiva fazendo isso, tomei coragem, deixei minha vergonha de lado e... liguei!</p>
<p align="center">&nbsp;<object width="480" height="385">
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<p>Do outro lado tocava uma musiquinha e alguns minutos de espera depois, nervoso, ansioso, roendo as unhas, surgiu a voz. Al&ocirc;. Pera a&iacute;, pensei, esse timbre me &eacute; familiar. Al&ocirc;, meu nome &eacute; Pedro. Pedrinho. Peu. Peueu at&eacute;. Ele riu. Reconheci aquela risada na hora. Era meu editor sumido!</p>
<p>Ele disse que era a primeira vez que ligava pra l&aacute; tamb&eacute;m, coisa que eu n&atilde;o acreditei, mas n&atilde;o disse pra ele na hora. Conversamos durante horas sem nem perceber que a liga&ccedil;&atilde;o custava o pre&ccedil;o de interurbano para Curitiba. Mas valeu a pena. Acertamos nossas pend&ecirc;ncias e decidimos retomar a parceria!</p>
<p>Disse que sem ele eu nada seria e escutei a mesma coisa de volta. Por isso se porventura algum perdido ainda estiver por a&iacute;, pode avisar aos outros loucos que frequentavam esse submundo virtual que ele est&aacute; em funcionamento novamente. Que se Deus quiser e a Vida deixar, o &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; vai retomar a velocidade de cruzeiro. Por&eacute;m sempre rubro-negro. R&aacute;. Essa piadinha de gosto duvidoso &eacute; a prova do que digo.</p>
<p>Obrigado pela aten&ccedil;&atilde;o. Eu volto logo.</p>
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		<title>Uma coisinha ou outra&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Sep 2010 03:00:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Neschling</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ator/Atriz]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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<p>Naqueles momentos em que a vida n&atilde;o para e falta tempo at&eacute; pra reclamar da falta de tempo, surge uma coluna assim...</p>
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<p>Vamos comemorar! No meio da correria passou o dia 25 de setembro e o &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo; completou seu terceiro anivers&aacute;rio. 36 meses, mais de 1000 dias que esse blog existe e eu tenho a companhia inestim&aacute;vel da minha meia d&uacute;zia de 11 leitores. Os melhores leitores do mundo.&nbsp; J&aacute; temos alguma hist&oacute;ria por aqui... E por mais que ande meio atordoado e sem cumprir os prazos impostos pelo meu editor como em outros tempos, n&atilde;o diminuiu em nada meu carinho e apre&ccedil;o por esse recanto virtual. Por isso, e com a companhia de voc&ecirc;s, eu garanto: vida longa ao &ldquo;Vivendo a Revolu&ccedil;&atilde;o&rdquo;! Parab&eacute;ns para n&oacute;s!</p>
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<p>Terminou a primeira temporada de &ldquo;Estragaram todos os meus sonhos, seus c&atilde;es miser&aacute;veis!&rdquo;. Foi muito bom! Muita gente bacana foi nos ver, o espet&aacute;culo ganhou cada vez mais for&ccedil;a e corpo. Nossa pr&oacute;xima parada ser&aacute; no Festival de Angra dos Reis, dia 14 de outubro pr&oacute;ximo. E estamos trabalhando para continuar levando nossa pe&ccedil;a a mais cidades pelo Brasil. Vou dando not&iacute;cias. Quem quiser saber das novidades pode acompanhar o twitter <a  href="http://twitter.com/caesmiseraveis">@caesmiseraveis</a>.</p>
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<p>Come&ccedil;amos as grava&ccedil;&otilde;es da nova temporada de &ldquo;Aline&rdquo;. Uh uh cha la la. Uma del&iacute;cia reencontrar nossa equipe e voltar a dar vida a esse personagem que tanto gosto. Incr&iacute;vel ver como o tempo depura tudo e parece que as coisas se acertam mais... Quem gostou do que passou no ano passado pode se animar: esses 10 novos epis&oacute;dios estar&atilde;o ainda melhores, com certeza. Semana que vem come&ccedil;aremos as grava&ccedil;&otilde;es em Sampa City e em janeiro estrearemos.</p>
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<p>Aham, &eacute; verdade. Luc&eacute;lia-mam&atilde;e-desse-blogueiro-Santos fez uma participa&ccedil;&atilde;o como... m&atilde;e do Pedro. Uh.... Minha m&atilde;e &eacute; minha m&atilde;e. A m&atilde;e do Pedro &eacute; m&atilde;e do Pedro. T&aacute; bom, parei.</p>
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<p>Aham, tamb&eacute;m &eacute; verdade. O Ra&iacute; gravou comigo. Ele far&aacute; uma participa&ccedil;&atilde;o como... ele mesmo. Uh... O Ra&iacute; &eacute; o Ra&iacute;. E o Pedro &eacute; o Pedro. Mas n&atilde;o &eacute; o Pedro-Pedro. T&aacute; bom, parei. Juro.</p>
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<p>Estreou &ldquo;A Fazenda 3&rdquo;. E quem fez esse casting conseguiu me deixar admirado. N&atilde;o sei exatamente se isso &eacute; um coment&aacute;rio positivo.</p>
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<p>Eu super entendo o primeiro que tentar matar o Sergio Mallandro. &ldquo;Merit&iacute;ssimo, em minha defesa s&oacute; tenho a dizer: yeah-yeah. Glu-glu!&rdquo;. Absolvido.</p>
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<p>E o Flamengo, hein? Quando eu comecei a enxergar o Kleberson como grande solu&ccedil;&atilde;o, percebi que o neg&oacute;cio andava mesmo muito mal. Por sorte parece que o Silas, que ainda n&atilde;o havia nem sido citado aqui no blog, j&aacute; vai cair. Ufa. Que seja logo. O campeonato est&aacute; acabando e a s&eacute;rie B fica logo ali...</p>
<p align="center"><img width="500" height="333" src="//bloglog.globo.com/FCKeditor/UserFiles/Image/foto-078(1).jpg" alt="" /></p>
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<p>Silascou. Que Silada!</p>
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<p>T&aacute; bom, parei.</p>
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