TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO
Venho de um dia longo. De uns outros tantos idem, e insones.
De uma exaustão inescapável, sempre me sobra clareza estonteante. Como não tenho tempo pra criar minhocas, então vivo, visceralmente (ontem tomei um banho de mar, o que potencia).
Desde que olhei pro grande Bumba do Brasil, nas últimas chuvas do Rio, não tive desejo de falar mais nada.
Meu tempo de luto. E de maior entendimento.
Continuo pensante.
E sofrendo com o estado das coisas.
Pensar liberta, mas dói.
A inércia é excitada pelas nossas belas paisagens. Pobre do Lindo Brasil, em certos aspectos.
Precisamos do (ex-fla)Leonardo do Milan dirigindo o Flamengo!
Precisamos do Eikes. Dos Sennas. Dos Veríssimos e Jabores.
De idéias em “cavalos” que possam cumprir a jornada.
Por isso, minha gente, a proximidade das Eleições deve ser vista como Instrumento.
O único talvez, que aplaque maus tão incrustados, como a corrupção, por aqui.
Isso não me torna “politizada”, mas sim, consciente.
Solto minhas palavras com fúria titânica(meu lado JFK).
Desculpe, mas escrever energia, só Drummond.
Na prática:
Em São Paulo, por exemplo, ao comprar alguma coisa, o caixa pede seu CPF.
Gerada esta nota com CPF, o cidadão acumula pontos para trocar por descontos em outros serviços de utilidade pública(prometo explicar melhor assim que puder ou se alguém puder ajudar, agradeço).
Com isso, todos ganham: o Estado, que garante a arrecadação, desestimulando a sonegação, pois através da inclusão do cidadão – que está atrás dos benefícios que terá, acaba criando fiscalização natural.
Me sinto mais bem tratada ao pagar por uma compra em São Paulo, é automático! Me sinto valorizada como cidadã. Gera bem estar. Olha que simples, um cidadão respeitado, paga impostos de bom grado.
Em Nova York é assim: Na sua nota fiscal de compra que você recebe sempre (não importa se o valor for menor do que 1 dólar), consta o percentual de taxação daquele produto.
Numa compra de $10 dólares, por exemplo, vem discriminado que daquele total tem 8, 25% daquele valor(quase $1) que vai para o governo(cada estado americano tem um percentual).
Sabendo isso, posso calcular a grosso modo, se meu governante está me devolvendo direitinho o tanto de imposto que eu pago. Só podemos ter consciência e, só teremos talvez a indignação maior que nos mova a agir, quando sentirmos no bolso.
Hoje essa afronta é invisível. Não temos esta informação. Sabemos que o governo “leva um tanto”, mas quanto? Não temos esta informação escarrada na nossa fronte ao olhar na nota fiscal de R$ 2,41 do pão da padaria desta manhã.
Nem no remédio da pressão, do qual você (ou seu pai) é escravo.
Nem olhamos a nota fiscal!!
É quase um papelzinho feito pro amasso automático.
Sei que não estou inventando economia, nem pretendo saber muito sobre nada.
Meu compromisso é de ter idéias mais justas e práticas e lógicas.
Tomara que não vos afugente.
Essa clareza numa mulher no trato diário pode ser um fardo e um perigo, eu sei, mas arrisco sempre levantar poeira.
E faço sem medo. Aliás, meu medo é não conseguir ser fiel ao meu entusiasmo.
Eu sou assim.
Aprecio a Pedra No Meio do Caminho colocada por Drummond, mas quando for a do Maluf, Eu Chuto!
Um doce beijo,
Chris
PS1: Sim, domingo, minha identidade secreta será desmascarada no Faustão. Sem tropeços e ouvindo a batida perfeita, espero cumprir meu papel nessa Dança. E agradar, quem sabe… E me divertir aos borbotões.
PS2: Sugiro a leitura dos comentários da Lilia, Andrea Loppes e Denise Dias, que dão mais infos sobre a nota fiscal Paulista e seus desdobramentos.