Christine Fernandes

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Christine Fernandes

TEXTO DA INDEPENDENCIA

OU NOSSO VOTO

 
Sou afortunada.
Nos últimos meses estive em 3 diferentes continentes. E culturas.
Uma  África em flor e em Copa.
Bichos homens atrás do sonho da consagraç&…

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Christine Fernandes

OLIVIERO TOSCANI

I’m in New York. Alone.
Life’s short and my time has called me here.
Sinto saudades enormes. O hiato entre mim e meu habitat, e os meus, é doloroso, claro.
Mas let’s hear from NY, concrete jungle where dreams a…

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Aurora e Bóreas

 
 

Auroras Boreais… 
Vocês sabem o que é isso?
Pois eu vos digo:
São partículas de vento solar e a poeira espacial encontradas na Via Láctea e fisgadas pelo imã magnético da Te…

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Christine Fernandes

VOLTANDO DO(AO) VELHO CONTINENTE

 
Viajei e vi um mundo novo, mesmo que já tivesse visto parte daquela cor antes.
Sempre novo.
Recomeços me interessam.
 
A minha ausência, chegou com notícias em formas de fatos.
Fiquei com imagens na cabe&…

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O Futebol ficou menos bonito

O CASO BRUNO
 
Se posso acusar o goleiro Bruno de algo, por ora, seria -sem sombra de dúvida, de estraga prazeres.
Pra dizer o mínimo, acabou com a Copa do Mundo, com a notícia do seu provável envolvimento nesse c…

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Christine Fernandes

Estamos Fora

2 de Julho
Estamos voltando pra casa. As lágrimas escorrem, mas secarão, sem dúvida, ao fim deste texto.
É meu exercício, vou extravasar aqui pra cicatrizar.
A seleção que nunca nos encantou…

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Mais da Africa

CURIOSIDADES DA SOCIEDADE

 
Demoramos quase 2 horas pra chegar no Kalabash(nome da arte em cerâmica típica daqui), como os locais chamam o lindo estádio de Soccer City(inspirado no Kalabash africano) e que ficava a…

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Lado A da Africa

ENQUANTO ISSO NAS SAVANAS….
A Jabulani corre noutros gramados, e esse povo selvagem nem aí, em paz e totalmente alheio a presença da bola capciosa.
Muito familiarizados, no entanto, com as rodas dos Land Rovers.

Chitas e Cia
Tin…

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O Que é Isso Minha gente?

Brasil 3 x 1 Costa do Marfim

 
Hoje nossa seleção finalmente mostrou na Africa porque somos considerados predadores, oops, favoritos.
Luis Fabuloso Fabiano tirou enfim, o mofo. Marcou duas vezes, fez fila e, na mão san…

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Bafana1

Origem e Destino: Mama África

 

 

Já tinha estado em território africano, mais precisamente em 1997, gravando por 10 dias a novela “Perdido de Amor” de Ana Maria Moretszhon. Um deliciosa comédia romantica em que Maria Luisa, minha personagem, se perdia num safári no meio da África e era resgatado por seu objeto de amor e ódio, ao longo da trama, Rodrigo( Claudio Lins).

Estive cara a cara com Rinoceronte antes, mas posso dizer que só dessa vez vi a África. Como nação. E pude perceber o quanto mudou nesses tantos anos pós-apartheid. Ou não…

 

Sacudida pelas vuvuzelas, símbolo maior do protagonismo que experimenta agora a sede da Copa do Mundo, um olhar patriótico agudo, uma auto-estima cega – que receio até, os impeça de ver com clareza suas possibilidades reais no futebol. Mas quem sabe? A emoção dos Bafana Bafana existe, é real e palpável, e pode até soprar seu time adiante. Veremos em breve.

 

Somos parentes próximos. Temos as cores da camisa da sua seleção, mas a predileção deles por nós, vai além. É histórica. Somos países primos, acometidos pelo mesmo mal, a escravidão.

Mal terrível e que deixa marcas atávicas.

Cicatrizes essas que são vistas a olho nu nessa África partida, com Apartheid invisível e insolúvel até os dias de hoje.

Brancos e negros convivem nas cidade das muitas Áfricas: a dos Negros, a dos Brancos, a de Cape Town, a de Soweto, a da língua inglesa e a dos dialetos(que são 11 oficialmente) negros.

A cisão é tamanha que até hoje, tempos depois do perdão de Mandela e Desmond Tutu( Prêmio Nobel da Paz, com quem tive a chance de trocar duas palavrinhas na festa de Abertura da Copa e posto foto orgulhosa!), a “África são duas”.

Nossas semelhanças também aí:

Espíritos livres e festivos aprisionados numa sociedade desigual.

Brancos até hoje não entendem os dialetos falados pelos negros.

E o inglês, língua declarada oficial, ainda escapa de uma fatia da maioria negra.

Vemos com clareza essa África dividida.

 

Mas o milagre do esporte está aí pra nos surpreender e emocionar sempre.

No seu templo mais nobre, Soccer City (onde nossa nação canarinha joga amanhã)-um estádio construído às pressas, mas lindo de morrer e eficaz pra burro(a evacuação do estádio é incrível, um fluxo natural impressionante. A pé, né? Porque o transito no entorno é bandalha e zona) vi que há esperança de uma África do Sul única, nem que seja através do futebol.

Testemunhei naquelas arquibancadas do 1o. jogo entre África do Sul e Mexico, brancos e pretos em perfeita harmonia, unidos pela paixão bafánica.

Negros e brancos entoavam juntos suas babadas vuvuzelas(o pior da vuvuzela não é o som ininterrupto e infernal, mas sim a babinha que voa no expectador da frente) em torno de uma mesma emoção.

Ouvi relatos de que “nem parecia que estavam na África do Sul” de alguns locais -remetendo à união sem precedentes entre as raças, e a qualidade de realização do país anfitrião.

Os negros batiam como reis seus pés no chão, em ritmo tribal e remexiam seus quadris com febre visceral, e os brancos embarcavam, hipnotizados, rendidos e felizes.

Não havia naquele estádio de Soccer City desse jogo inaugural, a sombra da humilhação da escravidão e nem prepotência. Havia GENTE cheia de torcida e emoção. Só.

E os “inimigos” eram bem-vindos, pois mexicanos circulavam com total tranqüilidade. Africanos pediam fotos ao lado de típicos mexicanos com seus chapéus.

Coisa mais linda, a civilidade.

Mais lindo que isso, só os céus em chamas avermelhadas que tingem o crepúsculo diariamente no berço da nossa civilização, e de onde todos viemos.

 

Na África da Copa, a África é feliz!

 

Um beijo,

Chris

 

 

PS1: Continuo com África no próximo. A dos Safáris, talvez. Outra África ainda.

 

PS2: O melhor jogo da Copa -pra mim!, aconteceu hoje, entre Dinamarca e Camarões.

Lá e cá, uma partida emocionante, enfim!

Cá pra nós, né? Qualquer final de estadual tá mais movimentada que esta Copa, até agora…

Efeito Dunga?

 

PS3: Pra quem ainda não viu, um link imperdível de uma entrevista do Silio Boccanera sobre a Africa e a superação do racismo. Vale muito conferir: http://especiais.globonews.globo.com/milenio

 

 

 

 

 

 

 

 

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Ao Saramago, Vida Longa!

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O Nascimento de José Saramago

 

Hoje eu planejava contar minhas impressões sobre a Mama África, nosso berço.

E sobre a emoção de estar numa Copa.

Mas, no percurso, uma notícia que inicialmente me entristeceu e, com o passar das horas, amadureceu em tranqüilidade: a morte de José Saramago.

Tinha por ele, uma intimidade qualquer, indefinível, mas que era tão séria, que me causava espanto.

Como possivelmente era assim também para todos os seus leitores e admiradores.

Um entendimento sem palavras.

Uma proximidade indizível.

Ele era uma espécie de nossa consciência invisível, com a qual nos identificávamos, sempre surpreendidos.

Diálogos mudos entre frases.

 

Morreu o homem – pra mim um mito, que se isolou numa ilha pra viver coerente e intensamente.

Filho e neto(como  eu!) de analfabetos. Auto-ditada e mestre.

Ícone e representante mais nobre da língua portuguesa atual.

Ateu convicto, me deixou o dia inteiro fisgada em pensamentos de como estaria sendo sua possível conversa com Deus agora, na porta do Paraíso, se Ele de fato o surpreendesse com sua existência.

Me ative nisso grande parte do dia e não consegui escrever sobre Jabulanis e Vuvuzelas, como gostaria.

Guardei pra amanhã ou depois, quando voltar a emoção.

 

Hoje, quero só dizer que acredito que Saramago se junta agora aos meus outros “confiáveis amigos de todas as horas”, Clarice, Kafta, Dostoiévski, Drummond, Pessoa entre outros, em uma nova Vida, a mais preciosa de todas, mesmo após a morte.

Pra esse tipo de gente, a vida de verdade, repartida com a humanidade, começa na morte.

O artista transcende a morte.

Vida eterna ao Saramago!

Pobres de nós que ficamos agora sem o seu olhar.

Mas ricos de nós, que o teremos agora para sempre.

Uma obra de arte é seu nome.

 

Minha última salva de palmas ao homem que “não conseguia temer a morte”.

 

Um beijo,

Chris

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Dança dos Famosos

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A minha jornada na Dança do Famosos, foi exaustiva, mas riquíssima.

Aquele contato com a platéia a cada domingo era fantástico e único, algo que sentirei muita falta.

Nunca imaginei curtir tanto aquilo.

Eu ficava hipnotizada por toda aquela gente com quem eu fazia contato visual.

Cada rosto, um indivíduo com quem eu trocava energia, um carinho sincero.

Foi uma aproximação com o público de uma maneira que eu jamais tinha sonhado, uma tremenda exposição que talvez sempre tivesse evitado por receio ou simplesmente por temperamento.

E foi uma grande surpresa positiva. ADOREI aquela troca energética.

Ficava siderada olhando cada um dos rostos que me olhavam com tanto carinho. E devolvia naturalmente e sem esforço, na mesma medida. Uma sensação maravilhosa e inesquecível.

 

Dançar já era outra coisa, muito embora, prazeroso e divertido, mas também cheio da pressão que é se apresentar numa seara que não é a sua, em condições às vezes impossíveis.

E tem sempre a coisa do julgamento, que acho complicado.

Sempre achei difícil escolher quando participei como júri de festival de cinema, por exemplo, o melhor ator, o melhor filme.

Nunca acredito no veredicto, pois não há, de fato.

Não é matemática, felizmente. Na arte, é tudo muito subjetivo.

Não se compara banana com maça.

É sempre o que te toca mais, o que mais te emociona, nunca poderá ser uma escolha justa, portanto.

No caso da Dança, a  mesma coisa:

Mesmo que todo mundo dançasse a mesmíssima coreografia, tivesse o mesmo figurino, ainda assim haveria variantes, antecedentes, experiências anteriores, condições de cada bailarino e, é claro, os critérios também subjetivos dos jurados.

Há sempre margem pra alguém se sentir injustiçado.

Não é meu caso.

Transcendi isso, não fui competir, fui me divertir, como pude, o quanto pude.

 

E nessa escolha, não há desilusão, só ganhos.

Ganhei amigos novos, ganhei simpatia de quem porventura, por pura cisma, e por não me conhecer talvez não gostasse de mim, ganhei o respeito de colegas, ganhei novos passinhos de dança e ganhei bagagem de vida.

E ganhei um novo amigo, o Fausto, um cara gentilíssimo, um gentleman, e uma gratíssima surpresa nessa altura da vida.

 

Foi uma delícia, e meu troféu é essa sensação de conforto, de dever cumprido e de carinho pelo processo e por todos vocês, que torceram por mim ao longo.

Vou continuar sendo a animada dos bailinhos da vida, sem troféus, mas com muita felicidade de ter vivido tudo isso tão intensamente.

 

Muito obrigada a todos!

 

Beijão!

 

Chris

 

 

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Dança dos Famosos, o LINK!

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A minha jornada na Dança do Famosos, foi exaustiva, mas riquíssima.

Aquele contato com a platéia a cada domingo era fantástico e único, algo que sentirei muita falta.

Nunca imaginei curtir tanto aquilo.

Eu ficava hipnotizada por toda aquela gente com quem eu fazia contato visual.

Cada rosto, um indivíduo com quem eu trocava energia, um carinho sincero.

Foi uma aproximação com o público de uma maneira que eu jamais tinha sonhado, uma tremenda exposição que talvez sempre tivesse evitado por receio ou simplesmente por temperamento.

E foi uma grande surpresa positiva. ADOREI aquela troca energética.

Ficava siderada olhando cada um dos rostos que me olhavam com tanto carinho. E devolvia naturalmente e sem esforço, na mesma medida. Uma sensação maravilhosa e inesquecível.

 

Dançar já era outra coisa, muito embora, prazeroso e divertido, mas também cheio da pressão que é se apresentar numa seara que não é a sua, em condições às vezes impossíveis.

E tem sempre a coisa do julgamento, que acho complicado.

Sempre achei difícil escolher quando participei como júri de festival de cinema, por exemplo, o melhor ator, o melhor filme.

Nunca acredito no veredicto, pois não há, de fato.

Não é matemática, felizmente. Na arte, é tudo muito subjetivo.

Não se compara banana com maça.

É sempre o que te toca mais, o que mais te emociona, nunca poderá ser uma escolha justa, portanto.

No caso da Dança, a  mesma coisa:

Mesmo que todo mundo dançasse a mesmíssima coreografia, tivesse o mesmo figurino, ainda assim haveria variantes, antecedentes, experiências anteriores, condições de cada bailarino e, é claro, os critérios também subjetivos dos jurados.

Há sempre margem pra alguém se sentir injustiçado.

Não é meu caso.

Transcendi isso, não fui competir, fui me divertir, como pude, o quanto pude.

 

E nessa escolha, não há desilusão, só ganhos.

Ganhei amigos novos, ganhei simpatia de quem porventura, por pura cisma, e por não me conhecer talvez não gostasse de mim, ganhei o respeito de colegas, ganhei novos passinhos de dança e ganhei bagagem de vida.

E ganhei um novo amigo, o Fausto, um cara gentilíssimo, um gentleman, e uma gratíssima surpresa nessa altura da vida.

 

Foi uma delícia, e meu troféu é essa sensação de conforto, de dever cumprido e de carinho pelo processo e por todos vocês, que torceram por mim ao longo.

Vou continuar sendo a animada dos bailinhos da vida, sem troféus, mas com muita felicidade de ter vivido tudo isso tão intensamente.

 

Muito obrigada a todos!

 

Beijão!

 

Chris

 

E aí vai O link pra resposta maravilhosa de vcs(Nat e Marcela, em especial):

http://www.youtube.com/watch?v=DFmvtxIWRns

 

 

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pós deslambada

Irã, Hillary, duendes e notícias

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Eu tenho sérias divergências quanto à postura da Hillary Clinton (que tem –declaradamente, “ sérias divergências ao governo brasileiro em relação ao Irã”).

Infelizmente, acho que ela – diferentemente do seu carismático marido Bill, rapidamente nos remete a um ar de prepotência que é sempre associado aos governos americanos (e o povo americano sempre entra na panela).

No entanto, queria muito saber por que nosso governo brasileiro não se mete primeiro a desatar o nó da desigualdade social, ferida profunda na nossa cultura, antes de apertar mão de ditador lá na casa do cascalho?

Ou quem sabe, se dedicar a reverter o quadro, e cuidar da falta de educação decente pra todos? (Não se sabe quem veio primeiro a galinha ou ovo).

Ou ainda, por que não se dedica -com afinco(!), a limpar etnicamente a corrupção atávica que nos assola?

Lembram do Ficha Limpa? Tão básico, mas tão fugidio nas cadeiras detentoras de poder em Brasília…

Por que não queremos primeiro acabar com a Cara de Pau vigente, instaurar princípios éticos que gerem admiração e confiança aqui, ao invés de vender peixe pra esquimó?

No Brasil, estas coisas sempre me parecem ficção, de tão rocambolescas. Um folhetim, onde nosso menino prodígio cada vez mais embriagado( pelo poder?) se parece cada vez mais com um duende.

Imagino-o todo verdinho e de gorro…

Mas da Terra Brasilis, também bebemoremos: o Casal Garotinho está inelegível. Pelo menos até a página oito, quando algum rabo preso, possibilite reversão. No caso do folhetim, vilões nunca morrem, vocês sabem… Muito embora, nesse caso, seria mais do tipo terror Fred Krugger! Aí que meda!

 

That’s all folks!

 

Meus pensamentos que valem a pena antes de tentar desmaiar de mais um dia sem tempo de estar presente pra viver de fato. Ando num moto contínuo arretado. Corpo e mente pedindo uma trégua agora impossível. Mas continuo firme e altiva, embora combalida, acomodada no alto “do meu cavalo cor de acaso, chamado Pégaso”. E sem deixar escapar o bom humor…

Não tuito há dias, eu sei, vocês me cobram notícias, mas estou tão impossível que nem a “escrita cursiva” , a nova conquista do meu filho na escola estou podendo vivenciar “comme il faut”.

Fica aqui então sacramentado que meu caso é crítico de absoluta falta de tempo pra estar trocando.

Adoro e me alimento mesmo assim, das expressões sinceras de  carinho e solidariedade e apoio e tudo o mais e que vem envelopado em fitas carinhosas e chegam aqui na nossa pracinha, e no twitter.

 

Carinhosamente e de forma assim da forma das nuvens, me despeço(por ora).

 

Beijo,

Chris

 

 

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Dia das mães

 

 

Analisando em retrospectiva (auxiliada, claro) tive a sorte de me perder e me achar como filha.

Turvar a vista e apertar os olhos e descobrir na próxima piscadela, uma realidade que tem jeito de dia perfeito.

Nem sempre foi assim. Nem sempre é assim.

Desde cedo muito independente – saí de casa e comecei a trabalhar e fui morar no exterior aos tenros 16.

Pulei a adolescência, de certa forma.

Tempo sagrado em que exorcizamos nossas origens, nossos laços e vínculos com pai e mãe.

Período turbulento, mas altamente saudável.

Não tive.

Entrei “em guerra” com minha mãe, mais tarde.

Quando a maternidade aportou em mim, questionei a autoridade materna toda numa dose. Atrasada.

Me vi, de repente, querendo “ser melhor” que minha mãe, que tem uma riquíssima história de vida. Superação escarrada.

Isso deve ter ajudado muito na escolhas da sua vida.

Responsável, confiável, impecável, estóica Maria Helena me criou com todos os cuidados do mundo(este e outros).

Me deu um amor honestíssimo, do tamanho das suas possibilidades, fielmente. Sim, amor requer doses. Doces maciças podem inebriar, ou matar.

Me ensinou tudo pelo exemplo.

E pelo erro, que todas teremos sempre.

A Maternidade bateu em mim como um ringue, uma selva, viramos todas leoas.

Fêmeas com a incumbência maior de garantir o futuro da ninhada.

Minha relação com minha mãe certamente foi remexida nesse liquidificador hormonal. Mas como é da Natureza, acertou seu ponto de felicidade.

A receita do bolo não dá pra dar, nem os ingredientes, mas no processo, o forno esquenta, e esfria, mas cozinha.

Como receita não há, cada dia sai um gosto, um sabor. Bom é saber que temos alguém pra dividir a fome, se acontecer.

Mãe é pra estar junto. Sem sobrepor, sem se omitir, sem invadir.

É seu encosto, seu carma e seu norte.

E sua fada. Quando nada mais te salva, mãe, tá sempre ali, a postos com a varinha de amor.

Só precisa mandar uma suspiro mais angustiado,

Que mãe estará lá, com os braços abertos e roupa de cama limpinha.

 

Ser mãe é missão.

Depois que a maternidade chega, todo o resto é menos prioritário.

Nossa visão melhora muito também. Só damos foco ao que  de fato importa.

Ficamos mais inteligentes emocionalmente, um upgrade no HD.

E é isso.

Obrigada minha mãe por rascunhar lá atrás o que hoje eu posso desenhar!

E por me deixar voar!

 

Um beijo em todas as mães e suas crias,

Chris

 

 

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FLA 1X0 CORINTHIANS

O Jogaço que acaba de terminar!!!

“Dá-lhe Dá-lhe Dá-lhe Ô” 1 X 0 “Timão”.

 

Choveu tanto no Rio(e agora quando chove assim aqui, o mais sábio é evitar sair de casa) que cancelou nossa noturna que ia me impedir de assistir a este espetáculo belamente jogado num Maracanã ensopado.

Adoro quando os gladiadores modernos jogam pra vencer as adversidades.

O rival mór dessa noite foi primeiramente um campo empapado em que a bola tem que ser jogada no alto, pois no chão ela simplesmente pára.  Requer muito dos jogadores.

Vi hoje um Adriano dentro do jogo e, inclusive dando instruções(essa de que a bola tem que ser alta, por exemplo) a um companheiro que perdera o passe.

Vi ele cobrando. Isso me dá grande alívio, essa competição o interessa.

O pequeno Juan mostrou raça, gostei.

Maicón(?), deixa pra lá, êta coisinha imbecil!

Willians saiu aplaudido, merecidamente.

Wagner Love correu, já gosto, mesmo quando não acerta.

E Chicão do Corínthians segurou, gostei muito dele.

Um grande espetáculo.

Sair de campo exausto, mas com sensação de dever cumprido é um troféu.

Nessa adrenalina é que reside o veneno bom do futebol.

 

Como na vida.

 

Beijos loucamente dançantes vindos de uma corpo completamente dolorido,

 

Moi…

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Christine Fernandes

day after

 

A internet não parece refúgio adequado pra alguém exausto (fora a nossa Pracinha, é óbvio!)

Sangue fresco- em vísceras expostas à flor da pele, arde ao contato com o imenso buraco negro da web.

Silêncioacalm’alma…

 

Aprender um ritmo de dança, e se apoderar -com decencia suficiente pra se apresentar em rede nacional, tem uma carga. Toneladas, estimo.

No caso, é a dança, mas serve pra quase tudo, se pensarmos bem.

No teatro, ensaiamos por 2 meses(no mínimo) e invariavelmente não nos sentimos prontos. A vida não é bolinho, mesmo assim é uma benção, de verdade, de verdade, já que nada se compara a falta de saúde, por exemplo.

Ô, como sei… Saravá! E Sorrisos.

E amanhã, rebolo gostoso e com gosto! 

Vida de Passarinho: "Na vida não importa onde você esteja, vai ter sempre alguém acima, cagando na sua cabeça" Lições de vida pra relaxar…

Como uma onda

Uma exposição enorme, requer um alongamento à altura na direção oposta.

Eu empapuço fácil.

E de mim mesma, nunca escapo.

Adoro até mesmo a pressão avassaladora –só que no futuro, claro.

Por hoje, fico aqui, esperando ansiosa pelo raio novo que vai me trazer de volta à orbita da superfície confortável.

E voltar a ser Alice, dentro do seu mundo espetacular que vai sempre me maravilhar.

 

Responderei aos comments anteriores aos poucos. Agradecerei – no tempo que puder, já que não houve polêmica, acredito.

Foi torcida bacanuda mesmo.

É que ficou overload pra uma mãe que tem consulta no pediatra amanhã de manhã cedo, se o roteiro não desmarcar.

"Vale-mãe" aceito por aqui!

 

Beijos,

Chris

 

 

PS: Não me cobrem a nova ortografia. Não dou conta de mais info nova, por ora. A antiga ainda está sendo aceita?

Por favor, uma margem de tolerancia. O "vale-mãe", lembram?

 

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Christine Fernandes

véspera da Dança

“SEMPRE QUE O HOMEM SONHA, O MUNDO PULA E AVANÇA”

(Antonio Gedeão, poeta português).

 

Li esta pérola nos comentários dessa pracinha especialmente profícua, ultimamente. (Blog é cultura!)

Gosto do sons de todas as palavras acima, como uma música.

A escolha das palavras passa pelo coração. Se for simples, melhor ainda. Mais prazeroso e mais precioso.

Gosto de usar palavras que uso pouco no dia a dia, às vezes só pra exercitar aquele som/tom. Testar ou relembrar, como notas musicais.

Buriladora de palavras é onde mais me tenho achado na expressão mais precisa e aproximada.

Amanhã É BIG BROTHER. Vou ter que rebolar. Domingo na TV…

E usar outro instrumento que ainda estou longe de alfabetizar.

Lá, sob os holofotes, não estará nenhuma das minhas identidades secretas, lá estarei eu engatinhando, driblando adversidades e aptidões(ou não).

Tour de Force(costumo gostar) onde vence quem começar “do seu zero” e chegar no seu Prazer.

Espero ter muito prazer naquele objetivo que nunca chegará ao fim, uma tortura. Ator quer ribalta com confiança pra estrear. Não tenham dúvida que aquele 1min e 30 de coreografia, é apenas o processo, o nosso work in progress.

Vencerá –imagino, quem perseverar, no prazer.

Pois no prazer, até quando não acertamos, dá certo.

Desejo estar livre de mim pra não interferir na busca do prazer de dançar aquela música.

De repente, nesse instante, me encho de expectativa.

Que é toda essa: poesia todos os dias, um pouco que seja:

SEMPRE QUE O HOMEM SONHA, O MUNDO PULA E AVANÇA.

Boa noite pros meus sonhos dessa noite…

@Hasta la vista& Manhanã,

Chris

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ELEIÇÕES 2010 (Drummond e JFK)

TINHA UMA PEDRA NO MEIO DO CAMINHO

Venho de um dia longo. De uns outros tantos idem, e insones.

De uma exaustão inescapável, sempre me sobra clareza estonteante. Como não tenho tempo pra criar minhocas, então vivo, visceralmente (ontem tomei um banho de mar, o que potencia).

Desde que olhei pro grande Bumba do Brasil, nas últimas chuvas do Rio, não tive desejo de falar mais nada.

Meu tempo de luto. E de maior entendimento.

Continuo pensante.

E sofrendo com o estado das coisas.

Pensar liberta, mas dói.

A inércia é excitada pelas nossas belas paisagens. Pobre do Lindo Brasil, em certos aspectos.

Precisamos do (ex-fla)Leonardo do Milan dirigindo o Flamengo!

Precisamos do Eikes. Dos Sennas. Dos Veríssimos e Jabores.

De idéias em “cavalos” que possam cumprir a jornada.

Por isso, minha gente, a proximidade das Eleições deve ser vista como Instrumento.

O único talvez, que aplaque maus tão incrustados, como a corrupção, por aqui.

Isso não me torna “politizada”, mas sim, consciente.

Solto minhas palavras com fúria titânica(meu lado JFK).

Desculpe, mas escrever energia, só Drummond.

Na prática:

Em São Paulo, por exemplo, ao comprar alguma coisa, o caixa pede seu CPF.

Gerada esta nota com CPF, o cidadão acumula pontos para trocar por descontos em outros serviços de utilidade pública(prometo explicar melhor assim que puder ou se alguém puder ajudar, agradeço).

Com isso, todos ganham: o Estado, que garante a arrecadação, desestimulando a sonegação, pois através da inclusão do cidadão – que está atrás dos benefícios que terá, acaba criando fiscalização natural.

Me sinto mais bem tratada ao pagar por uma compra em São Paulo, é automático! Me sinto valorizada como cidadã. Gera bem estar. Olha que simples, um cidadão respeitado, paga impostos de bom grado.

Em Nova York é assim: Na sua nota fiscal de compra que você recebe sempre (não importa se o valor for menor do que 1 dólar), consta o percentual de taxação daquele produto.

Numa compra de $10 dólares, por exemplo, vem discriminado que daquele total  tem 8, 25% daquele valor(quase $1) que vai para o governo(cada estado americano tem um percentual).

Sabendo isso, posso calcular a grosso modo, se meu governante está me devolvendo direitinho o tanto de imposto que eu pago. Só podemos ter consciência e, só teremos talvez a indignação maior que nos mova a agir, quando sentirmos no bolso.

Hoje essa afronta é invisível. Não temos esta informação. Sabemos que o governo “leva um tanto”, mas quanto? Não temos esta informação escarrada na nossa fronte ao olhar na nota fiscal de R$ 2,41 do pão da padaria desta manhã.

Nem no remédio da pressão, do qual você (ou seu pai) é escravo.

Nem olhamos a nota fiscal!!

É quase um papelzinho feito pro amasso automático.

Sei que não estou inventando economia, nem pretendo saber muito sobre nada.

Meu compromisso é de ter idéias mais justas e práticas e lógicas.

Tomara que não vos afugente.

Essa clareza numa mulher no trato diário pode ser um fardo e um perigo, eu sei, mas arrisco sempre levantar poeira.

E faço sem medo. Aliás, meu medo é não conseguir ser fiel ao meu entusiasmo.

Eu sou assim.

Aprecio a Pedra No Meio do Caminho colocada por Drummond, mas quando for a do Maluf, Eu Chuto!

 

 

                                                                                                                                                                    Um doce beijo,

                                                                                                 Chris

PS1: Sim, domingo, minha identidade secreta será desmascarada no Faustão. Sem tropeços e ouvindo a batida perfeita, espero cumprir meu papel nessa Dança. E agradar, quem sabe… E me divertir aos borbotões.

 

PS2: Sugiro a leitura dos comentários da Lilia, Andrea Loppes e Denise Dias, que dão mais infos sobre a nota fiscal Paulista e seus desdobramentos.

 

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Christine Fernandes

BUMBA BRASIL

Hoje no programa do Faustão, fomos convidadas a comentar “nossas vidas” durante a chuva que castigou nossa Cidade Maravilhosa.

É um programa de grande audiência e é nesse ambiente que minha função social de atriz(acredito que exista), achou um veículo pra minha gritaria interna gerada pela minha tristeza profunda causada pelos desdobramentos dessa tragédia mais do que anunciada, no Rio de Janeiro, esta semana.

Meu drama do post anterior, com suas meias fases de energia elétrica e eletromésticos pifados são insignificantes perante a dor incomensurável e incompreensível do Homem que tentava junto aos bombeiros resgatar seu filho de 8 anos (tiveram que parar as buscas por conta do novo risco de desabamento e quando puderam voltar o menino tinha sido soterrado por mais uma avalanche).

Não posso entender, sequer suportar e pensar no terror de que deve ser estar na pele deste homem(Walmir?) hoje.

Me aperta o peito só de lembrar da sua saga.

E de outras tantas. Tantas histórias que nunca caberiam em todo nosso HD de emoções.

 

Meu novo post começa agora e a partir de agora:

 

Quero saber por que esse povo da UFF que fez o estudo do solo(duas vezes até, a pedido da prefeitura de Niterói), nunca usou a internet pra ventilar isso, essa informação tão grave? Eu  criei um twitter pra isso. Botar a boca no mundo. Não consigo entender que alguém gabaritado saiba de um risco dessa magnitude e aceite que seja engavetado numa troca de governo.

Tem que divulgar! Seja na internet, num blog, num e-mail, num poster na porta de casa…

Temos, como sociedade, que nos articular de alguma forma, a omissão mata. E morre. Morre-se muito por aqui, porque aceitamos tudo, entubamos bem. Somos um país de entubadores até que tenhamos coragem de parar de olhar pros nossos próprios rabinhos, arregaçar as mangas e agir.

 

Quero também saber por que ainda não tomamos atitude condigna com governantes que extrapolam o limite perigoso do descaso?

Porque não falamos nos espaço que temos, seja lá ele qual for? O que importa é ser falado.

Tantos programas de TV inúteis, consumindo horas de tempo que será perdido em fofocas, estilos, opiniões pessoais, podiam gastar mais tempo, mostrando pra população como fazer-se respeitar.

O respeito começa na gente mesmo. Nas nossas escolhas, sempre. E acima de tudo.

 

Se o cara joga lixo na rua e não se liga que esse ato pode transformar a sua vida -e da sua comunidade, num caos na próxima chuva, talvez a culpa seja nossa primeiramente, que não apontamos, que não atentantos ao sujeito o desenrolar dessa trama:Tragédia.

 

Quando teremos auto-estima suficiente pra cobrar? Quando nos sentiremos legítimos e confiantes o suficiente, pra cobrar a quem demos nosso voto de confiança nas eleições?

Sinceramente, um nó. Eu sei. Quando somos brindados com nova onda de propaganda eleitoral vemos tanta desesperança. É tanta gente despreparada, mas articulada em conchavos políticos. São operários de uma máquina corrupta, querendo ganhar seu quinhão.

A política aqui é chance de subir na vida.

Tá errado, minha gente. Muito errado. Pode aspirar subir na vida jogando bola, tá certo, mas fazendo conchavos milionários é crime. Temos que olhar como crime.

 

O lixo que jogamos na rua não é crime, mas é burrice.

Talvez, se tivéssemos educação bacana pra todos, seria desnecessário alertar.

Mas também, se tivéssemos de fato educação pra todos não aceitaríamos ser tratados como otários e pisoteados de forma tão aviltante pela classe política sempre corrupta e dominante.

Pois se temos gente que pensa, eles não poderão ganhar seus milhões em paz, portanto, é melhor manter todo mundo ignorante e morando numa bomba relógio, recheada de gases tóxicos, oriundos das entranhas gananciosas e do lixo reinante que se chama Brasil.

Veja só: estamos tão bem que agora estamos nos interessando em resolver os “conflitos no Oriente Médio”!

 

Piada de mau gosto. Mas de verdade, talvez o morro do Bumba seja de fato bastante representativo do fisiologismo hipócrita que há na nossa bela e maltratada Terra Brasilis.

E se houve alguma coisa positiva nessa tragédia toda foi o fato de ter acontecido em ano eleitoral. Como sou Poliana aguardo. E sigo gritando.

 

 

Beijos e boa semana a todos,

Chris

 

PS: E realmente acredito que uma solução pra corrupção, seria a inelegibilidade automática. Serviu como governador por quatro anos, faça seu melhor pois não terá outra chance. Aí, vira uma competidão de virtudes. E capacidades.

 

 

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